Conheça quem foi o primeiro alemão a morar neste bairro de São Paulo.

alemão

Foto Meramente Ilustrativa

Olá Pessoal,

Hoje escrevi um artigo sobre o primeiro alemão que veio morar na Vila Mariana, por volta do ano de 1903. Para tanto, utilizei como fonte o livro : A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo.

Antes de mencionar sobre este morador, gostaria de dividir com vocês algumas curiosidades abordadas pelo autor.

Masarolo cita que no mapa de 1897, havia uma lagoa nos fundos da Rua Pelotas, cujo antigos moradores diziam que ali havia sido o sítio de uma senhora conhecida como Dona Virginia. Este sítio, tocado por escravos, eram cultivados cana de açúcar e cereais. Nele, também passava um córrego, que nascia na Rua Domingos de Morais, atravessava a Rua do Curtume (acredito que essa rua era próximo ao Matadouro Municipal, hoje, atual Cinemateca) e juntava-se ao Córrego do Sapateiro, localizado no Ibirapuera.

O autor narra que os moradores mais antigos da Rua Pelotas, relataram que nos fundos do sitio de Dona Virginia, mais precisamente, nos lotes que faziam divisa com o córrego, foram encontradas diversas ossadas humanas enterradas em covas rasas. Concluiu-se que se tratava de um cemitério dos moradores do sítio e também dos escravos.

Foto meramente ilustrativa

Posteriormente, o autor ressalta que as terras da Dona Virginia foram adquiridas pelos irmãos Vaz e depois pelo Sr José Antônio Coelho. Inclusive, temos uma rua no bairro que leva este nome.

Por volta do ano de 1903, Masarolo afirma que muitos alemães já estavam morando no bairro. Entretanto, enfatizou que o primeiro alemão a residir na Vila Mariana, chamava-se Vicente Sommer. Este alemão, antes de morar na região, fixou residência no Estado de Santa Catarina, porém, não se adaptou as condições e transferiu-se junto com toda a sua família para São Paulo, na rua José Antônio Coelho.

Alemães chegando a São Paulo.
Fonte: Site DW Made for Minds

Como muitos compatriotas alemães estavam residindo na Vila Mariana, foram fundados clubes de jogos, sendo que o boliche era o mais popular.

A primeira escola alemã foi inaugurada em 1903, pelo Sr Theodor Hennies e instalada na Rua José Antônio Coelho. Entretanto, na década de 40, ocorrem mudanças neste estabelecimento. A antiga escola alemã passa a se chamar de Colegio Benjamirn Constant, com nova sede na Rua Eça de Queiroz.

Os alemães que se instalaram no bairro, costumavam  trabalhar nas chácaras da Vila, ou como operários no centro e nas redondeza da Cervejaria Guanabara.

 Espero que tenham gostado

Até a próxima

Beijocas apertadas

Dani

Fonte:

Site : Site DW Made for Minds. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/s%C3%A3o-paulo-celebra-180-anos-da-imigra%C3%A7%C3%A3o-alem%C3%A3/a-4411676

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Este Brownie com brigadeiro de morango era o que faltava na Vila Mariana.

Brownie

Olá Pessoal!!!

O post de hoje está de chorar de tão bom!!!

Para a minha felicidade, eu ganhei este brownie  da Doce Âme. A Doce Âme é uma nova confeitaria da Vila Clementino, que produz brownies e outros doces artesanais.

Juro para vocês, na sacola que foi entregue a mim, eu já consegui sentir o perfume do chocolate. Eu estou salivando só de lembrar….rsrsrs

Gente, primeiramente, eu me encantei com a beleza e o requinte da apresentação. A embalagem é linda e caprichada. Vamos combinar também que, a beleza das rosas feitas com brigadeiro de morango, fazem deste brownie algo delicado e sofisticado.

Quanto ao sabor, eu gostei demaaaais!!! A massa do brownie é úmida, encorpada, macia e tem crosta crocante. Para quem ama chocolate é uma tentação.

A combinação de sabores entre o chocolate do brownie e o morango do brigadeiro, deu um toque único a este doce que já ganhou o meu coração.

Vou dar uma sugestão para vocês… Esse brownie artesanal é um excelente presente. Gostoso, bonito….enfim, eu duvido que alguém não gostaria de ganhar. A Páscoa está chegando e no lugar do ovo, você pode presentear com uma caixinha de brownie como essa…Fica a Dica!!!

Para quem se interessar por mais informações e deseja verificar outros doces produzidos pela Doce Âme, vou deixar os contatos:

  • Telefone: (83) 9624 5644
  • Instagram: @doceame_

Para mais dicas de comércios & serviços da região, basta clicar aqui: http://temnopedaco.com.br/category/comercios-servicos/

Até a próxima!!

Beijocas apertadas

Dani.

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O Romance da janela na Vila Mariana dos anos 50.

Vila Mariana

Vila Mariana, anos 50. Angelina, uma linda moça de 17 anos, foi morar no bairro e acabou despertando uma paixão inesperada e avassaladora no jovem Paulo.

Paulo, nascera e foi criado na Vila Mariana. Sempre morou na mesma casa, localizada na Travessa Tangará. Era um homem bonito, elegante e de porte. Bom camarada. Conhecia tudo e a todos no bairro.

Angelina era a nova vizinha de Paulo. Ela gostava de ficar na janela, observando o vai e vem das pessoas na rua. Seus cabelos castanhos costumavam a brilhar sob a luz do sol. A bela moça tinha os traços delicados.

Foto meramente ilustrativa

A Vila Mariana dos Anos Dourados, era um local romântico, onde as novelas de rádio dividiam espaço com as TVs preto e branco, que já tinham chegado em algumas casas do bairro.

A região era formada por grandes sobrados. Algumas ruas eram de paralelepípedos. No entanto, haviam ruas que terminavam a beira de chácaras ou simplesmente não davam em local algum. As árvores tipuanas também eram característica do local.



Vila Mariana – 1958. Rua França Pinto – próximo a rua Tangará.
Fonte: Site Pixabay. Autor Desconhecido.

Certo dia, Paulo passava pela rua , quando deparou-se com a imagem da bela Angelina debruçada na janela. Encantou-se imediatamente. Não conseguiu tirar os olhos da linda jovem.

Os dias foram se passando e a imagem de Angelina não saia da cabeça de Paulo.

O rapaz começou a passar constantemente em frente a casa de Angelina, com o intuito de observá-la e admirá-la.

Angelina, percebera os olhares de Paulo, achava-o bonito. Mas era uma moça recatada, típica dos anos 50. Pertencia a uma família conservadora.

Os flertes costumavam ser bastante contidos.

Paulo não sabia como poderia fazer para conversar com Angelina. Pensou em escrever um bilhete, mas temia que ela não o respondesse. Na época, quando as moças não respondiam aos bilhetes enviados pelos cavalheiros apaixonados, era mau sinal…

Porém, em certa ocasião, Paulo viu Angelina saindo de casa e resolveu segui-la.

Angelina caminhou calmamente pelas ruas da Vila Mariana em direção a padaria do Sr Jorge.

Na padaria, Paulo, cometido por sua paixão, tomou coragem e interceptou Angelina . Ele pediu que pudessem conversar. A jovem, receosa, a princípio o rejeitou.

Paulo ficou arrasado, mas estava disposto a conquistar o coração de Angelina. Insistiu com a jovem até que ela lhe cedesse um dedo de prosa. Angelina cedeu aos apelos do rapaz e os dois começaram a conversar.

Os dias foram se passando e a linda jovem também se encantou e se apaixonou por Paulo.

Naquela época, os namoros precisavam de autorização da família.

Paulo  foi até a casa de Angelina, solicitar permissão para namorar a moça. Naquele dia, ele estava tremendo e com muito medo da família de sua amada se opor. Porém, estava decidido que ficaria com Angelina a qualquer custo.

Para a felicidade de Paulo e Angelina, os familiares não se opuseram ao namoro.

 Eles namoraram e ficaram noivos.

Durante o noivado, Angelina foi a casa de Paulo, acompanhada por seu irmão. As moças nos anos 50, só poderiam sair com os namorados ou noivos, em companhia dos irmãos mais velhos.

A mãe de Paulo também estava encantada com a sua futura nora. Tanto é, que fez questão de mostrar a Angelina e também ao seu irmão, uma das preciosidades da família – o álbum de casamento da irmã de Paulo.

Ao folhear o álbum, o irmão de Angelina reparou que ela estava em uma das fotos.

– Angelina, olha, você está nesta foto com a sua amiga! – espantou-se o irmão da jovem.

Foto meramente ilustrativa

Todos ficaram muito surpresos. Na ocasião, Angelina tinha 15 anos, morava no bairro da Bela Vista e frequentava a iParóquia da Achiropita. Tinha ido ao casamento de uma amiga, mas, antes de assistir à cerimônia, viu o casamento da irmã de Paulo, que entrara antes.


Paróquia da Achiropita.
Fonte: Site Pixabay

Certamente, o amor de Paulo e Angelina já estava destinado a se cruzar em uma certa janela do bairro da Vila Mariana.

Angelina e Paulo ficaram noivos durante 04 anos. Casaram e formaram uma linda família, composta por quatro filhos, seis netos e sete bisnetos.

Casamento da Sra Angelina e do Sr Paulo. Foto verídica cedida pela Sra Angelina.

Sr Paulo e Sra Angelina. Foto cedida pela Sra Angelina.

(*) Esta é uma história verídica, cujo informações e fotos foram cedidas pela Sra Angelina, moradora do bairro, a qual agradeço imensamente a oportunidade de escrever esta linda história de amor!!

Fontes:

Fotos da Rua França Pinto em 1958 – Site Pixabay. Autor desconhecido.

Paróquia da Achiropita – Site Pixabay . Disponível em : http://Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/15/6e/8a/156e8ac28b6b12dec56636ee6b1b0b98.jpg

Relato e Fotos cedidas pela Sra Angelina, protagonista deste conto.

Beijocas apertadas

Dani

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Você conhece a UPA da Vila Mariana? Sabe o que é e quando deve utilizá-la??

UPA

Olá Pessoal!!!

Hoje na página Informe-se, abordaremos mais um recurso público de saúde disponível no bairro– A UPA Vila Mariana!!!

Primeiramente, para quem desconhece, a UPA é uma Unidade de Pronto Atendimento pública. Trata-se de um Programa criado pelo Ministério da Saúde.

Nas UPAs, realizam-se atendimentos de média complexidade, ou seja, são locais que oferecem uma estrutura simples, porém, com mais recursos do que as Unidades Básicas de Saúde (UBS – antigos postos de saúde).

Funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem atender grande parte das urgências e emergências, tais como:

  • Febre alta, acima de 39ºC;
  • Fraturas e cortes com pouco sangramento;
  • Infarto e derrame
  • Queda com torsão e,dor intensa ou suspeita de fratura;
  • Cólicas renais;
  • Falta de ar intensa;
  • Crises Convulsivas;
  • Dores fortes no peito;
  • Vômito constante.

Nelas são realizados exames de com raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames. Possuem  alguns leitos de observação, pois há  pacientes que podem apresentar necessidade de permanecer em observação até a alta médica ou até a transferência para um hospital da rede. Adiante, abordaremos mais sobre essa questão.

São atribuições da UPA, atender casos agudos e ou crônicos agudizados. Em relação aos atendimentos de emergências, ela deve prestar o primeiro atendimento, com intuito de estabilizar o paciente e avaliar a necessidade de transferi-lo para hospital da rede. Para tanto, precisa trabalhar de forma integrada com a UBS, SAMU, Hospitais.

Quando os médicos e a equipe julgarem que o quadro do paciente carece de hospitalização, ele será transferido para um hospital, como já afirmamos anteriormente. Essa transferência, ou seja, a solicitação da vaga para  este hospital é feita através do Complexo Regulador ( que é o órgão responsável em operacionalizar a oferta e demanda de vagas na saúde).

Exemplo:

Supondo que um paciente atendido na UPA, seja avaliado pela equipe, que o seu quadro necessita de uma cirurgia renal de alta complexidade com urgência . A vaga para essa cirurgia será solicitada através da Central de Regulação de Vagas da própria UPA ao Complexo Regulador ( Secretarias de Saúde)

A Central de Regulação de Vagas da UPA, preencherá, via sistema, uma espécie de “formulário eletrônico”, mencionando o CID (Código Internacional de Doenças) + a hipótese diagnóstica do paciente(qual o tipo de doença que provavelmente ele possui).

Esse trâmite é importante, pois assim que “este formulário eletrônico” for preenchido contendo as informações do paciente, o regulador da UPA, mediante as vagas disponibilizadas, em sistema, pelo Complexo Regulador ,poderá consultar e localizar quais os hospitais de referência da rede, possuem vagas e também ofertam o tipo de tratamento necessário a ele. Após a identificação do hospital e a confirmação da vaga, o paciente é transferido.

Na Vila Mariana, a UPA fica no antigo Pronto Socorro do Hospital São Paulo. Portanto, está localizada no seguinte endereço: Rua Napoleão de Barros, nº 771   , na Vila Clementino.

Espero que este artigo tenha sido útil…

Se quiser conhecer outros recursos públicos na Vila Mariana, clique aqui:

Até a próxima!!!

Beijocas Dani

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Conheça o “ Médico dos Pobres” da Vila Mariana dos anos 20.

Vila Mariana

(*)Foto Meramente Ilustrativa

Olá Pessoal!!!

Hoje a memória da Vila Mariana vai contar a história do Sr Francisco Tavares de Oliveira Filho, mais conhecido como Sr Chiquinho, o médico dos pobres da Vila Mariana.

A fonte para essa pesquisa foi o livro:    A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo. As fontes das fotos estão citadas no final do texto.

O Sr Chiquinho nasceu no bairro de Itaquera em 1875. Em 1918 formou-se na Escola Livre de Pharmacia, Odontologia e Obstetrícia, localizada no bairro do Bom Retiro.

Prédio da Escola Livre de Pharmacia, Odontologia e Obstetrícia em 1905.
Fonte: Site Memória USP.

Após a formatura, trabalhou cerca de dois anos no interior. Em 1920 veio exercer o seu ofício na farmácia do Dr Gama, localizada na Rua França Pinto.

O Sr Chiquinho era um profissional dedicado , portanto, logo a sua fama se estendeu pelo bairro. Com muito sacrifício e auxilio dos amigos, conseguiu comprar a farmácia do Dr Gama, porém a transferiu para a Rua Domingos de Morais, próximo a antiga estação de bondes da light.

Nosso ilustre farmacêutico, ficou conhecido como médico dos pobres, porque praticava o seu ofício com maestria e competência. Curava muitas pessoas,  por isso elas acreditavam que ele era médico. Cuidava dos pacientes, mesmo aqueles graves. Atendia com muita dedicação aqueles que não poderiam lhe pagar. Estava sempre disponível, independente do dia e horário.

 Era comum pessoas  virem  de outros bairros, tais como: Cambuci, Ibirapuera, Vila Clementino e Bosque da Saúde, com a crença de que só o Sr Chiquinho poderia curar-lhes.

Foto Meramente Ilustrativa

A especialidade do Sr Chiquinho era o trato com crianças. Logo cedo, em sua farmácia, mães faziam filas carregando crianças no colo, para receberem os cuidados desse farmacêutico.

O Sr Chiquinho ficou sob o comando da farmácia por cerca de 40 anos. Ele faleceu em 1961 e após a sua morte, seus filhos tocaram o negócio.

Não encontrei fotos do Sr Chiquinho e nem a localização exata de onde era a sua farmácia, para contar a vocês o que atualmente está instalado neste local. Quem souber, conta pra gente!!!

*** NÃO PERCAM o próximo conto: O Romance da Janela na Vila Mariana dos anos 50.

Para serem notificados da publicação, basta curtir a Fan Page do Blog Tem no Pedaço: https://www.facebook.com/blogtemnopedaco/

Fontes:

A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo, págs 107-108

Site: Memórias Usp. Escola Livre de Pharmacia, Odontologia e Obstetrícia . Disponível em: . Disponível em: http://200.144.182.66/memoria/por/local/820-Solar_da_Rua_Tres_Rios

Quer ver outras Curiosidades ou Memórias do Bairro, clique aqui: https://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/

Até a próxima!!!

Beijocas apertadas

Dani.

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QUEBRANDO PARADIGMAS – O olhar do outro diante da pessoa com deficiência.

deficiência

  • Artigo escrito pela Dra Michelli Bertoni

De uma forma geral, se entende que uma pessoa deficiente é aquela que possui algum tipo de limitação, que pode ser física, mental, intelectual ou sensorial e que por conta disso não conseguiriam “existir” de forma plena e efetiva na sociedade como as demais pessoas.

Mas, segundo a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, acredita-se que a deficiência está na sua relação com o meio em que convive e esse último podendo influenciar e impedir que a pessoa viva de forma plena, participante na sociedade, ou seja, existir como sujeito, mesmo que tenha algum tipo de limitação.

É muito importante pensar nisso, pois o comum é o foco na deficiência, enfatizando-a como responsável de todo o mal na vida do sujeito e não a relação do sujeito com deficiência e o meio em que vive.

O que nós queremos na vida é o básico: ser quem somos, ir e vir, trabalhar, ter nosso “canto”, sentirmos úteis, capazes, aceitos e amados, certo? Se sem deficiência ter esse básico precisamos de muito empenho e recursos emocionais e agora com deficiência? Ser deficiente na nossa sociedade ainda é algo que precisa de muito recurso emocional para lidar com o dia a dia, já que são muitas as barreiras arquitetônicas, profissionais, afetivas e sociais.

Hoje começarei a falar desse último, enfatizando o olhar do outro diante da pessoa com deficiência.

Vou propor uma reflexão mais profunda. Vamos pensar em uma criança que nasce com uma deficiência física. Para ela está tudo bem ser ela mesma, já que ela não tem referência de como é ser uma pessoa sem deficiência, ou seja, ela apenas sabe ser ela – com todos os seus desejos, vontades, fantasias.

O que acontece é que o olhar do outro sobre ela, as falas, as comparações e os comportamentos são muitas vezes recheados de “você não pode”, “você não consegue”, “você não tem”, “você é diferente” ou até mesmo os olhares de pena, desprezo, repulsa, toxicando-a desde cedo. Isso faz com que comece a introjetar sentimentos e pensamentos em sua psique de que ela possui algo de errado, que não é bem-visto ou aceito, fazendo com que se sinta diferente das demais pessoas e até mesmo duvidar que deve pertencer a sociedade.

Para ela superar isso, precisará de recursos emocionais para que possa “bancar” seu lugar de sujeito na sociedade, aquele que deseja, ama, cria. Crescer explorando suas potencialidades e sentindo as dificuldades inerentes apenas a ser humano enquanto sujeito e esse possui uma limitação mas que essa é apenas um detalhe.

Dra Michelli Bertoni, Psicóloga Clínica e Hospitalar, Especialista em Reabilitação da Pessoa com deficiência física e PCD.

Email: michelli.bertoni@hotmail.com
Insta: michellibertoni

Até mais

Beijocas apertadas

Dani

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Rodízio Municipal de Veículos: Veja como conseguir a liberação em São Paulo.

Rodízio Municipal

Olá Pessoal,

Hoje o post vai tratar sobre a liberação do rodízio de veículos. A lei do município  de São Paulo n º 12490/97, instituiu o rodízio municipal de veículos auto motores.Para quem não é de São Paulo, essa lei trata que em determinados dias da semana, de segunda à sexta feira, dependendo da terminação do número da placa do veículo, o mesmo não pode circular pelas ruas da capital nos horários de pico – 7h às 10:00 e das 17:00 as 20:00hrs.

No entanto, nessa lei há exceções, aplicando-se a determinados tipos de condutores. Portanto, estão liberados do rodizio:

I – transportes coletivo e de lotação, devidamente autorizados a operar o serviço;

II – motocicletas e similares;

III – táxis

IV – de transporte escolar;

V – guinchos

VI – outros, empregados em serviços essenciais e de emergência, assim considerados, para os fins deste Decreto”

Além desses citados acima, exclui-se também da obrigatoriedade, as pessoas que apresentam as seguintes características:

– Aquelas que possuem deficiência física – mesmo que essa seja reversível.

– Aquelas que possuem transtornos mentais

– Aquelas que realizam tratamento para doenças graves. Ex: câncer, dentre outras.

OBS: Pessoas que são condutores das pessoas com deficiência e /ou com doenças graves também tem direito a isenção.

Saiba o que é necessário.

1) Preencher o formulário: Requerimento de Cadastro de Veículo de Pessoa com Deficiência – Operação Horário de Pico. Veja o modelo e clique no link para baixar ou imprimir este formulário.

Requerimento para cadastro para liberação do Rodízio Municipal

Para ter acesso a este formulário clique neste link : https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/isencaorodizio_1472592474.pdf

OBS: ESTE FORMULÁRIO É VALIDO PARA AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E TAMBÉM AQUELES QUE POSSUEM ALGUMA DOENÇA GRAVE E ESTÃO EM TRATAMENTO MÉDICO.

 2)  Verificar, no próprio formulário, na parte Documentos Necessários, quais são os documentos solicitados. Um dos documentos exigidos é o laudo médico e nele deve estar descrito o  Código Internacional da Doença (CID)+ o Diagnóstico, atestando a deficiência ou doença grave.

3) Entregar pessoalmente ou enviar o formulário e TODA a documentação solicitada ao DSV – Autorizações Especiais AE, localizado na Rua Semidouro, 740 , no bairro de Pinheiros. CEP: 05428-010. Telefones: Tel: 3812-3281 3816-3022. Horário de funcionamento: Segunda à sexta das 9: 00 às 17:00 hrs.

Bem, espero que este post seja de grande serventia. Compartilhe a informação que é importante.

Beijocas

Dani

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Parte Final : A misteriosa morte na Rua Domingos de Moraes.

Domingos de Moraes

Olá pessoal!!

Espero que curtam e surpreendam-se com a parte final deste conto!!!

**Para quem não conseguiu acompanhar a Primeira Parte é só clicar neste link: http://temnopedaco.com.br/a-misteriosa-morte-na-rua-domingos-de-moraes/

Boa leitura!!!

A Vila Mariana acordou triste naquela manhã nebulosa e gelada de inverno. Não se escutava o canto das cigarras e tampouco dos sabiás. Os moradores estavam chocados com a morte do boticário. Ícaro era um morador ilustre da Vila. Nasceu e cresceu no bairro. Desde a infância morava na mesma casa, localizada na Chácara da Glória. Era filho de italianos que migraram para o Brasil e fixaram residência no bairro em 1878.

Ícaro tinha 24 anos. Era um homem alto, forte, cabelo castanho claro e olhos da cor do céu. Fazia sucesso entre as mulheres, embora fosse solteiro. Tinha um coração bondoso e sua fama de bom farmacêutico  estendeu-se para outras localidades próximas da Vila. Era muito querido pelas pessoas.

Os moradores da Vila Mariana e também de outros bairros como:  Jabaquara, Bosque da Saúde e Cambuci estiveram presentes no funeral . Gente simples, famílias inteiras, tripeiros, trabalhadores do Matadouro Municipal e até mesmo as prostitutas, foram se despedir do boticário.

Exemplo de como eram os cortejos fúnebres da época.
Fonte: Site Iba Mendes

O Sr Malaquias, que encontrara o corpo, estava visivelmente muito abalado. Embora fosse mais velho que Ícaro, os dois eram muito amigos.

A Sra Margarida, esposa do Sr Malaquias,  acompanhava-o e o consolava. Ela era uma mulher muito vaidosa, mas já carregava em seu rosto as marcas do tempo. Tinha vergonha de sua aparência. Pouco saia de casa.Vivia reclusa, especialmente, após a morte de João.

João era filho do Sr Malaquias e de Dona Margarida. Ícaro e João eram muito próximos e sempre se divertiam juntos. Frequentavam os espetáculos de circo próximos ao Matadouro e também a alguns bailes promovidos na Vila. Há 03 anos João falecera de tifo.

O Sr Malaquias, junto com mais três homens, carregaram o corpo. Naquele tempo, os funerais duravam o dia inteiro e por isso havia revezamento para levar o caixão. No entanto, o Sr Malaquias fez questão de transportar o corpo do amigo durante todo o trajeto.

O cortejo percorreu as ruas do bairro, começou na Rua Domingos de Moraes , passou pela Estrada do Vergueiro e seguiu pela Avenida Paulista.  Todos  rezavam e cantavam cânticos religiosos. Foi assim até chegarem no Cemitério da Consolação.

Cemitério da Consolação.
Fonte: Acervo Estadão
Enterros no início do século XX
Fonte: Autor Desconhecido

Após o enterro, os homens foram beber o defunto num bar em frente ao cemitério, como era o costume da época. Regressaram de volta a Vila tarde da noite.

O Sr Malaquias e Dona Margarida foram até  a botica. Ela  estava com semblante tranquilo, correu os olhos pelo local e esboçou um leve sorriso. Foi quando voltou-se para o marido e disse:

-O senhor disfarçou muito bem, meu marido. Por um momento acreditei que  realmente estava abalado por Ícaro.

– Creio que sim, minha senhora. Ninguém jamais irá desconfiar o quanto estava feliz com a morte daquele patife, respondeu o Sr Malaquias.

– Até que enfim estamos vingados. Aquele ingrato e insensível rapaz nunca nos ajudou. Esbravejou Sra. Margarida.

– Teve o que merecia, comemorou Sr. Malaquias.

 O Sr. Malaquias começou a se recordar da raiva que sentia de Ícaro, por causa da morte de seu filho. Ele e a esposa nunca aceitaram o fato Ícaro não ter conseguido curar João, assim como fazia com muitos do bairro. O Sr Malaquias jurou vingança no leito de morte do filho.

Aproximou-se do boticário com intenção de matá-lo, mas queria que ele  tivesse uma morte lenta e sofrida como foi a de João. Planejou cada detalhe de como assassinaria Ícaro.

O Sr.Malaquias ia ter com Ícaro todos os dias, com a intenção de descobrir algo que fosse capaz de lhe causar uma morte dolorosa. Em uma das conversas, Ícaro mostrou-lhe uma planta venenosa que poderia  lentamente matar uma pessoa por asfixia.

No dia da morte de Ícaro, o Sr Malaquias apareceu na botica na hora do almoço, carregando um prato de comida preparado por Margarida. Não tinha esse costume, por isso o boticário estranhou. Insistiu para que Ícaro comece, sob o pretexto de que Margarida iria se aborrecer. Ícaro também não resistiu aquele arroz quente e fumegante que acabara de ser preparado. Comeu toda a comida.

No final da tarde, Ícaro começou a sentir-se mal. Estava sozinho. Da janela de sua casa,  o Sr Malaquias e a Sra Margarida viram com satisfação a aflição e os últimos momentos agonizantes da vida de Ícaro. Os dois haviam envenenado o boticário.

Fim!!!!

Saiba como acompanhar os próximos contos  assistindo a este vídeo :

XiaoYing_Video_1550412119268

Facebook: https://www.facebook.com/blogtemnopedaco/

Canal do YouTube :https://www.youtube.com/channel/UCKWvSMN2huGLaW4Mu3KTNmg

Fontes:

Site Acervo EstadãoCemitério da Consolação. Disponível em: hhttps://acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,cemiterio-da-consolacao,8580,0.htmttps://acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,cemiterio-da-consolacao,8580,0.htm 

Site Iba Mendes – Cortejo Fúnebre do Conde Alexandre Siciliano. Disponível em: http://www.ibamendes.com/2012/06/os-grandes-funerais-do-brasil-ii.html

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Eventos de Carnaval GRATUITOS na Vila Mariana!!!

Tem carnaval na Vila Mariana Gratuito . Tem evento para adultos e somente aqueles para crianças e famílias …

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A misteriosa morte na rua Domingos de Moraes.

Este conto envolve uma morte misteriosa na Rua Domingos de Moraes, ocorrida no inverno de 1902. O personagem principal era uma pessoa muito querida e influente. Nessa morte existem algumas curiosidades e quando você pensar que desvendou essas curiosidades, terá uma surpresa (…)

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