Veja porque este ilustre morador da Vila Mariana recebeu o apelido de Nhonhô da Estrada!!!!

(*)Foto do bairro da Vila Mariana, aproximadamente, por volta do ano de 1900. Fonte: Site Estações Ferroviárias. O Link deste site está disponível no final do texto.

Olá Pessoal!!

Hoje tratei para vocês uma curiosidade sobre um morador das antigas da Vila Mariana, o Sr Nhonhô da Estrada. Pelo relato, acredito que ele tenha residido no bairro no início do séc XX, mais precisamente, a partir do ano de 1901.

Como fonte para redigir este artigo, utilizei o seguinte livro:  A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo.

Nhonhô da Estrada era um sitiante, nascido na Vila Mariana, cujo dedicava-se aos trabalhos em sua roça.

Recebeu este apelido, porque era dono de pequena propriedade rural, localizada entre as ruas da Saudade e Sena Madureira, estas próximas a Estrada do Carro, que era caminho para Santo Amaro.

Nhonhô era solteiro e morava com a sua mãe, Dona Mariquinha. Ele era um homem simples, cordial e amigo de todos que residiam no bairro e nas proximidades. Seu sítio era parada certa para o descanso de seus conterrâneos, que viajavam pela cidade utilizando carro de bois.

Foto meramente ilustrativa.

O autor relatou que, antes da chegada do progresso, a propriedade de Nhonhô era muito grande.  Inclusive, mencionou que atual rua Francisco Cruz pertencia ao seu lote de terra, onde nela existia uma capela, conhecida na época como Capelinha das Almas.

Esta rua (Francisco Cruz), conforme descreve o autor, servia de atalho para as tropas que vinham de Pinheiros e se deslocavam para a Estrada do Mar.

Foto meramente ilustrativa.

Com o início do progresso, Nhonhô perdeu parte de sua propriedade. A estrada de ferro dividiu-a ao meio e as terras pertencentes ao Caminho do Carro, tornaram-se de servidão publica, pois ligavam a Rua Domingos de Morais à Estrada da Saúde. Aos poucos, Nhonhô viu-se obrigado a vender mais lotes. Com a chegada definitiva do progresso, foram construídas residências no local em que era o sítio.

Ah, o livro não menciona qual era o verdadeiro nome de Nhonhô.

FONTES:

  • A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo, págs 75-76.
  • Site Estações Ferroviárias. Disponível em : http://www.estacoesferroviarias.com.br/v/fotos/vlmariana8901.jpg

* Para saber de mais histórias envolvendo os bairros da Vila Mariana, Vila Clementino e Mirandópolis, basta clicar aqui: http://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/

Bem, espero que tenham curtido mais uma memória da Vila Mariana.

Até a próxima !!

Beijocas apertadas

Dani

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Confira como eram os comércios e as diversões dos moradores da Vila Mariana no final do séc XIX.

Vila Mariana

 Foto meramente ilustrativa. Extraída do site, Nasci no século errado . Disponível em: https://nascinoseculoerrado.wordpress.com/2015/09/29/as-regras-do-baile/

Olá Pessoal,

Trarei uma curiosidade bem interessante e que tem relação com a temática desse Blog – Os comércios e os lazeres dos moradores da Vila Mariana nos séculos passados.

Como fonte de pesquisa, utilizei o livro: Histórias do Bairro de São Paulo – O bairro da Vila Mariana, escrito pelo autor Pedro Domingos Masarolo.

Junto com o autor, farei um breve passeio histórico pela Vila Mariana, durante o final do séc XIX e início do séc XX.

Muitos dos imigrantes que chegaram a São Paulo, neste período, vieram morar nas ruas do bairro, tais como: Domingos de Morais, Dona Inácia, Dona Júlia, Carlos Petit, Machado de Assis, Jabaquara, José Antônio Coelho, dentre  muitas outras.Consequentemente, houve um aumento no número de habitantes na região,favorecendo a implantação de fábricas e o crescimento do comércio.

Fábricas e Comércios

Uma das primeiras fábricas na localidade, situava-se  próximo ao Córrego do Ipiranga – A Casa de cerâmica -Pongilupi, que além de fabricar e comercializar cerâmicas,confeccionava telhas francesas.

Haviam outras fábricas de cerâmicas na região. O autor cita a Casa de Cerâmica do Sr Roberto Parola, localizada na Rua Machado de Assis, a do Sr Luiz Nóe, situada  perto do Matadouro ( atual Cinemateca)e as do Sr Bonini, no Jabaquara.

Os comércios da região eram compostos pelo Armazém do Cesario Brinat; pelo açougue do Sr Felipe Berni e pela padaria da Dona Dora, todos na Rua Vergueiro. Existiam também, no Parque da Vila Mariana, a Floricultura da Dona Flora, na rua Domingos de Morais; a quitanda dos Costabile Galdicri e o quiosque do Longucto, que servia cafés e lanches.

No site Estações Ferroviárias, encontrei uma foto de um restaurante na Vila Mariana, pertencente ao ano 1904 . O nome era Restaurante do Parque ( Observe a casa branca no fundo da fotografia) . Segundo a fonte,este restaurante ficava na Rua Domingos de Moraes, esquina com a Praça Teodoro de Carvalho.

Foto do Restaurante do Parque na Vila Mariana.
   

Religião

A religião católica era exclusiva  no bairro.

No início do século XX, a Paróquia Nossa Senhora da Saúde era uma pequena capela – Capela Santa Cruz, onde eram realizadas rezas (de vez em quando) e uma única missa aos domingos, devido à grande dificuldade de acesso.

 Esporte

A bocha era o esporte praticado pelos moradores da Vila Mariana.

Divertimentos

 Show de Marionetes

Em alguns domingos, os moradores do bairro eram contemplados com espetáculos de marionetes, realizados no Parque da Vila Mariana.

Bailes e Festas

Naquela época, os salões de baile eram uma das poucas fontes de lazer das moças e rapazes. Os bailes mais famosos eram os do“ Parque  da Vila Mariana, seguidos pelos do Hotel Roma Inatingibiti,  do Farabulini, da Sociedade Filarmônica Giusepe Garibaldi e do Louchiviato ou Farina”. Este último, ficava na Rua França Pinto, esquina com a Humberto I.

Foto meramente ilustrativa.Veja a fonte na foto que está acima

Além dos bailes, algumas festas  eram organizadas e frequentadas por moradores da região e também de suas proximidades ( Cambuci,Jabaquara, do Matadouro…)

As festas eram consideradas grandes eventos. Os moradores e  comerciantes da região aguardavam-nas ansiosamente. Nelas eram servidas bebidas,  cerveja Guanabara – que custava 300 réis; groselha, na época conhecida por capilé tamarindo, vendido por 100 réis; água gaseificada e pinga, ambos ofertados por 200 réis cada. Não haviam refrigerantes.

Como no bairro não existiam dentistas, os dentes dos antigos moradores eram mal cuidados. Consequentemente, tinham mau hálito.Durante as festividades,para disfarçar este defeito, os frequentadores usavam pastilhas, conhecidas por  sensen.

Quanto às vestimentas, poucos festeiros vestiam-se elegantemente. Naquele tempo, os moradores da Vila Mariana eram pobres. Somente alguns usavam roupas de casemira e sapato de couro. A grande maioria dos homens trajavam-se de camisa branca feita com tecido barato. O autor não traz referências sobre as roupas das mulheres.

 As festas começavam no período da tarde e estendiam-se até às 22 horas, quando os moradores retornavam  para  as suas casas,alegres e cantarolantes.

Gostaram?!?! Espero que sim

Descubra mais curiosidades sobre a Vila Mariana do passado neste link: https://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/vila-mariana-historia-dos-bairros/

Beijocas apertadas

Dani

Fonte: Site Estação Ferroviária. Disponível em:  http://www.estacoesferroviarias.com.br/retalhos/vilamariana/fotos/restaurantedoparque.htm

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Veja o que este morador revelou sobre a Vila Mariana

Vila Mariana



Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje eu trouxe uma história de um morador das antigas da Vila Mariana, o Sr Bernardino Polcaro. A fonte de minha Pesquisa foi o livro: Vila Clementino – a História dos bairros de São Paulo, do autor Danilo Agrimani.

Segundo a fonte citada, em 1999 o Sr Bernardino tinha 82 anos.O fato narrado ocorreu entre anos 20 e 30.

Pois bem, o Sr Bernardino antes de ser acendedor de lampião, trabalhava no bairro  na função de sapateiro.

Em certa ocasião,  deparou-se com um português que ascendia um lampião. Ficou encantado com o ofício do português  e  resolveu  perguntar-lhe  como  poderia fazer para conseguir um emprego de acendedor. O trabalhador informou ao Sr Bernardino, que ele deveria dirigir-se a Rua do Gasômetro e realizar uma entrevista de emprego.

No dia seguinte, por volta das 6 horas, o Sr Bernardino já estava no endereço indicado pelo português. Na entrevista, perguntaram-lhe se  era italiano. O sr Bernardino respondeu que embora tenha morado com o seu pai na Itália, era brasileiro. Ele conseguiu o emprego.

PS: Essa pergunta para mim tem sentido, uma vez que, a Vila Mariana e a Vila Clementino eram redutos de italianos, conforme já abordamos anteriormente. Para  saber mais, basta clicar nesse link: http://temnopedaco.com.br/crime-famoso-de-1918/

Durante quinze dias, o Sr Bernardino foi treinado pelo colega português. Começou acendendo lampiões nas da Vila Mariana: ( rua Abílio Soares e  Rua Cubatão) e também na rua 13 de maio, esta na Bela Vista. Conforme o seu relato, essas ruas costumavam  dar muito trabalho, pois eram tomadas por matagais.

O Sr Bernardino contou que em dias de chuva, o seu ofício transformava-se num transtorno, pois a tocha e os fósforos ficavam todos molhados.Portanto, para poder acender os lampiões, tinha que se pendurar nos postes.

Ainda de acordo com a fala deste morador, ele acendia  54 lampiões por dia  e ganhava 150 mil reis,  dinheiro bem considerável na época. Permaneceu trabalhando na função durante 04 anos.

Aos finais de semana, na Rua Santo Antônio , situada na Bela Vista, havia uma roda de samba em que os frequentadores pediam ao   Sr. Bernardino  que deixasse os lampiões acesos. O Sr Bernardino, muito compreensivo,  além de deixá-los acesos, ensinava aos farristas como  deveriam ser apagados. Porém,  os sambistas esqueciam e o nosso querido acendedor era quem acabava fazendo  o serviço.

Roda de Samba.Foto meramente ilustrativa
Fonte: Revista ABPN. Disponível em:http://www.abpnrevista,org.br

Bem, essa foi a curiosidade da Vila Mariana tratada hoje.

Conheça também  outros fatos interessantes sobre a Vila Mariana: 

Aguardem as próximas curiosidades!

Beijocas Apertadas

Dani.

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Descubra os surpreendentes cerimoniais fúnebres e os casamentos realizados há 140 anos na Vila Mariana.

Vila Mariana

Olá Pessoal!!!

Hoje eu trouxe uma curiosidade super interessante para vocês… Já se perguntaram como eram realizados, nos séculos passados, os casamentos e os enterros na Vila Mariana?? Pois bem, vou contar …

Essas informações extraí do livro: Histórias do Bairros de São Paulo: o Bairro da Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo. O artigo está disponível Secretaria de Educação e Cultura de SP, páginas 39- 41.

  • CASAMENTOS

O autor conta que os casamentos eram realizados no Cartório do bairro da Liberdade. Naquela época, os casamentos religiosos não eram costume. No entanto, a cerimônia religiosa era realizada na Paróquia Santo Amaro, para aqueles que optavam pela celebração.

Paróquia Santo Amaro.
Fonte: Portal do Envelhecimento

As pessoas  que tinham posses, alugavam alguns vagões do trem, cujo  apenas os noivos, os seus  familiares e os seus convidados,  eram transportados até o cartório onde  a cerimônia era realizada.

Já os mais pobres, tomavam os trens no horários habituais, estes frequentados também por trabalhadores e outros diversos passageiros, que tinham a cidade como destino. Depois da cerimônia , os noivos conduziam-se até a Estação São Joaquim, aguardavam o trem e retornavam a Vila.

Querem saber da Lua de Mel?? Pois bem, o autor afirma que não existia. No dia seguinte da cerimônia, as pessoas voltavam aos afazeres normais…

  • ENTERROS

No ano de 1885, não haviam cemitérios na Vila Mariana. Por isso, Marasolo revela que os mortos eram  sepultados no  Cemitério da Consolação.

Cemitério da Consolação. Fonte da Foto: Acervo Estadão.

Naquela época ainda não existiam carros funerários. Por esta razão, os corpos eram carregados “nos braços”. No entanto, os defuntos  mais pesados, eram transportados numa carroça . As pessoas seguiam o cortejo a pé.

Os caixões eram fabricados por carpinteiros da Vila Mariana ou comprados na Casa Rodovalho, localizada na Rua da Mooca.

Casa Rodovalho . Fonte da Foto: Site São Paulo Antiga.

Os caixões eram conduzidos por quatro homens, sendo que dois ficavam na frente e dois atrás, Em baixo de cada lado do caixão, haviam dois paus, que serviam de apoio para os ombros. O  percurso costumava ser longo e demorado, por isso os homens se revezavam.

O trajeto do cortejo passava pela Rua Domingo de Morais, Rua Paraiso e Avenida Paulista, cujo, naquela época, era apenas uma estrada aberta no meio do mato. Percorriam também pela Vila Pinheiros e depois desciam  até o cemitério da Consolação.

Exemplo de como eram os cortejos fúnebres da época. Fonte da Foto: Site Iba Mendes

As cerimônias fúnebres eram longas e duravam o dia inteira. A participação era uma obrigação imposta pela sociedade da época.

Por causa da longa duração do cortejo, os moradores da Vila Mariana levavam seus alimentos em um saco de pano, conhecido por matula.

Terminado o enterro, os homens costumavam a tomar pinga em um botequim na frente do cemitério. Somente após a dose de cachaça, retornavam a Vila. Chegavam em casa tarde da noite ou no inicio da madrugada.

Essa é a curiosidade de hoje…

Em breve conto mais…

Beijocas apertadas

Dani.

Site Acervo Estadão – Cemitério da Consolação. Disponível em: hhttps://acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,cemiterio-da-consolacao,8580,0.htmttps://acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,cemiterio-da-consolacao,8580,0.htm 

Site Iba Mendes – Cortejo Funebre do Conde Alexandre Siciliano. Disponível em: http://www.ibamendes.com/2012/06/os-grandes-funerais-do-brasil-ii.html

Site São Paulo Antiga – Casa Rodovalho. Dosponível em: http://www.saopauloantiga.com.br/a-casa-rodovalho

Quer ver mais Curiosidades sobre a Vila Mariana ? É só clicar aqui:http://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/vila-mariana-historia-dos-bairros/

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Descubra algumas curiosidades imperdíveis das estações do metrô de SP na década de 70.

Olá Pessoal!!!

Hoje o post vai abordar algumas curiosidades do Metrô SP – Linha Azul, mais precisamente, das estações Vila Mariana, Santa Cruz e Praça da Árvore que abrangem o nosso pedaço!!!

Eu sou apaixonada por coisas antigas envolvendo o nosso bairro. Por isso, fiz essa pesquisa na internet, com várias fontes, todas devidamente citadas. O intuito foi tentar compreender como surgiram as estações de metrô em nossos bairros.

Achei muita coisa bacana e rica. Tem muitas fotos incríveis. Por isso, quero também dividir com vocês…

A primeira linha de metrô  foi a Azul,  inaugurada em setembro de 1974,  no qual possuia 6,4 km de extensão. Este trecho ligava a estação Jabaquara à estação Vila Mariana . (Fonte: Site Metrô SP)

Metrô SP – Linha Azul

Região da Estação Conceição Ano 1972. Fonte da Foto : Instituto de Engenharia.

Em minha pesquisa, encontrei num site chamado THE URBAN EARTH, uma propaganda do Metrô veiculada em 1972. De acordo a fonte mencionada, o vídeo pertence ao site do Metrô. Achei tão legal, que gostaria compartilhar com vocês…

 

Vejam também o primeiro Bilhete utilizado neste transporte…

Primeiro Bilhete de Metrô. Fonte da Foto : Instagram Página São Paulo City.

Metrô SP – Linha Azul: Estação Praça da Árvore

A Estação Praça da Árvore foi inaugurada em 14/09/1974. Recebeu este nome, pois no século XIX , o grande bosque que havia no local, acabou sendo extinto, sobrando apenas uma pequena área,  apelidada pelos moradores de Praça da Árvore.

O nome (Praça da Árvore), caiu no gosto popular. Inclusive, inspirou o nome da antiga estação de trem a vapor, localizada nesta região.

Portanto, no século XX, com a implantação do Metrô, a companhia acabou por adotar o mesmo nome da antiga estação de trem. ( Fonte: Site – Blog Curiosidades – Estadão)

Placa das obras do Metrô – Avenida Jabaquara / Próximo a Estação Praça da Arvore em 1969. Fonte da Foto: Site Instituto de Engenharia

Construção da Estação Praça da Arvore 1970. Fonte da Foto: Site The Urban Earth.

Estação Praça da Árvore. Ano 1974. Fonte da Foto : Blog São Paulo Minhas Memórias.

Estação Praça da Árvore em 1980. Fonte da Foto: Site São Paulo In Foco.

Metrô SP – Linha Azul: Estação Santa Cruz

A estação Santa Cruz, também foi inaugurada no dia 14/09/1974. Recebeu este nome, devido a proximidade da Rua Santa Cruz. ( Fonte: Blog Engenheiro de Vida).

Tentei pesquisar o motivo do nome da rua ser  Santa Cruz, mas não encontrei fontes. Será que alguém sabe?

Escavação próximo a Rua Pedro de Toledo. Fonte da Foto: Site The Urban Earth.

Construção da Estação Santa Cruz. Fonte da Foto: Site The Urban Earth.

Metrô Santa Cruz 1974. Fonte da Foto : Site Pintaret.

Estação Santa Cruz 1976. Fonte da Foto: Blog Memória 721.

Fachada da Estação Santa Cruz 1976. Fonte da Foto: Site Engenharia Maubertec.

Metrô SP – Linha Azul: Estação Vila Mariana

A Estação Vila Mariana,  foi a última estação inaugurada . Assim como a Estação Praça da Árvore e a Estação Santa Cruz, ficou pronta em 14/09/1974

Chama-se Vila Mariana, devido ao nome do bairro. Em relação a este fato, já abordamos aqui no blog, os acontecimentos históricos que deram origem ao nome deste local. Para quem quiser dar olhadinha, basta clicar aquihttp://temnopedaco.com.br/historia-da-vila-clementino-parte-ii-afinal-por-que-o-nome-de-vila-clementino/

Obras na Estação Vila Mariana em 1969 . Fonte da Foto: Site Diário do Transporte.

Inauguração da Estação Vila Mariana 1974. Fonte da Foto: Portal do Governo de São Paulo.

Eu curti bastante em fazer essa pesquisa!!

Espero que vocês também gostem…

Logo abaixo deixarei para vocês os links referentes a todas as fontes das fotos…

Beijocas apertadas

Dani

LINKS:

Blog São Paulo Minhas Memórias : http://saopaulominhasmemorias.blogspot.com/2012/08/os-cinemas-de-sao-paulo-iv-av-liberdade.html

Blog Memória 721 : http://memoria721.blogspot.com/2013/03/integracao-metro-onibus-em-1976.htm

Instagram São Paulo City : https://www.instagram.com/p/BiCZ9YFlMh5/

Site Diário do Transporte : https://diariodotransporte.com.br/2018/04/22/metro-de-sao-paulo-50-anos-nao-da-para-imaginar-a-regiao-metropolitana-sem-ele

Site Engenharia Maubertec:         https://www.maubertec.com.br/areas-de-atuacao/transporte-urbano/metro/

Site Instituto de Engenharia: www.institutodeengenharia.org.br/site/2011/04/05/curiosidade-imagens-das-primeiras-obras-do-metro-de-sao-paulo/

Site Pintarest: https://br.pinterest.com/acpnpinheiro/metro-sp/ e https://i.pinimg.com/originals/07/7a/22/077a2266c2201ba8891e9f4eb56760b7.jpg

Site Portal do Governo: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/ultimas-noticias/transporte-conheca-o-metro-de-sao-paulo-1/

Site São Paulo In Foco : http://www.saopauloinfoco.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Registro-de-onde-hoje-est%C3%A1-o-Metr%C3%B4-Pra%C3%A7a-da-%C3%81rvore-em-1968..jpg

Site The Urban Earth: https://theurbanearth.wordpress.com

 

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Conheça a rua dos bondes de São Paulo no início do séc XX

Olá Pessoal!!!

Bem, hoje o Tem no Pedaço contará um pouquinho da história de uma avenida bem conhecida aqui na Vila Mariana – A Rua Domingos de Morais!!!

Essa rua começa na Rua Stela e termina na Rua Luiz Goes . Este endereço foi oficializado em  24 de Agosto de 1916, pelo ATO nº 912( Fonte: Prefeitura de São Paulo).

Então, vamos ao nosso breve passeio histórico desse local tão importante de nosso bairro!!

Começaremos com a escolha do nome Domingos de Morais. Conforme afirmação do site Estações Ferroviárias, este nome foi escolhido em homenagem ao Sr Domingos Corrêa de Morais. Encontrei divergências entre as fontes pesquisadas, no que diz respeito ao local de nascimento e as funções do Sr Domingos.

O site acima mencionado, ressalta que Domingos Corrêa de Morais, nasceu no município de Tatuí, interior de São Paulo, foi fazendeiro em Batatais, vice -presidente do Estado na administração de Rodrigues Alves, em meados de 1890, e também, diretor da Companhia de Viação Paulista, cujo era responsável pela concessão dos bondes que operavam em São Paulo.

Porém, no site Hour Press, artigo escrito pelo Sr Luis Alberto ( não encontrei outras menções referentes a essa pessoa), o Sr Domingos Corrêa de Morais, nasceu no município de Tietê, no dia 12 de maio de 1851, formou-se em engenharia civil nos Estados Unidos. Foi também presidente da Companhia de bondes de São Paulo, vereador de São Paulo, deputado por duas vezes, senador e vice presidente do Estado. Em 1892 opôs-se ao governo de Marechal Deodoro da Fonseca. Anos mais tarde, retirou-se da política e dedicou-se as atividades rurais de sua fazenda em Batatais(interior de SP). Morreu no dia 15 de dezembro em 1917.

Para quem está curioso para saber quem era o Sr Domingos de Morais, vejam a foto abaixo:

Fonte da Foto: Site Wikiwand. Site : http://Fonte da Foto: http://www.wikiwand.com/pt/Domingos_de_Morais

Durante a minha pesquisa, em diversos sites (todos devidamente citados)e acervos do Jornal Estado de São Paulo, constatei a importância da rua Domingosde Morais como rota e via de acessos para cargas e transporte de passageiros.

Sobre os locais mencionados nessa pesquisa, procurei na medida do possível, demonstrar com fotos como eram essas localidades e como se apresentam hoje.

Voltando para o site Estações Ferroviárias,  em meados de 1886, na rua Domingos de Morais, foi inaugurada a estação Vila Mariana. Nos fundos dessa estação, havia um pátio de cargas.

Estação Vila Mariana. Fonte: Site Estações Ferroviárias. Site: http://www.estacoesferroviarias.com.br/v/fotos/vlmariana8902.jpg

Nos dias atuais, essa estação estaria aproximadamente localizada, segundo a fonte referida,  entre a Praça Teodoro de Carvalho e a rua Sud Menucci.

Proximidades da Praça Theodoro de Carvalho.

Por volta de 1900, a linha da estação Vila Mariana foi comprada pela Light, sendo eletrificada após alguns poucos anos. A partir de 1904, a Estação Vila Mariana tornou-se o ponto inicial da linha de vapor para Santo Amaro.Contudo, em 1905 a antiga estação Vila Mariana foi completamente demolida, dando origem a garagem dos bondes da Light.

O acervo do Jornal O Estado de São Paulo, aponta a importância da Avenida Domingos de Morais como rota para o Caminho do Mar e sul da cidade, cujo passavam bois, burros, cargas, bondes e trem a vapor. Por isso, a rua Domingos de Morais ficou conhecida como Caminho do Carro para Santo Amaro.

Estação ferroviária da Vila Mariana . “Por ali passava o Tramway de Santo Amaro, trens a vapor de passageiros que ligavam o bairro, de um lado, à Liberdade, de outro, ao centro de Santo Amaro, na época, outro município(…)”. Fonte : Site Estações Ferroviárias. Site:http://www.estacoesferroviarias.com.br/retalhos/vilamariana/fotos/estacaoferroviaria.htm

Em 1911 foi inaugurada a Estação de Bondes Vila Mariana, cujo existiam um prédio e um pátio de manobras, entre as ruas Domingos de Morais e Vergueiro. Nessa estação haviam em média 100 bondes, onde operavam diferentes linhas Bosque da Saúde, São Judas,Liceu Pasteur e Vila Clementino – esta última servia como transporte de carne ao mercado da Praça da Arvore (fonte: Jornal Pedaço da Vila).

Fonte: Site Estação Ferroviárias. Prédio e ao lado pátio de manobras. Site: http://www.estacoesferroviarias.com.br/v/vlmariana.htm

Fonte: Site Estações Ferroviárias. Site:http://www.estacoesferroviarias.com.br/bondes_sp/bondessp.htm

Rua Domingos de Morais.Fonte: Rede Social Pintarest- Autor desconhecido

Em 1947, o prédio e o pátio de manobras da estação de bondes da Vila Mariana começaram a ser administrados pela CMTC, e em 1960 foram extintos. Os bondes dirigiram-se para o bairro do Jabaquara e em 1966 foram definitivamente desativados.

O Jornal O Estado de São Paulo afirma que os bondes pararam de circular definitivamente na rua Domingos de Morais em 1968. Posteriormente, deu-se início as obras do Metrô.

Fonte: Jornal O Estado de SP. Site: http://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,os-trilhos-da-domingos-de-morais,11604,0.htm

Fonte: Acervo do Jornal O Estado de SP. Site:http://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,os-trilhos-da-domingos-de-morais,11604,0.htm

Já em 1969, o terreno onde estava situado a antiga Estação de Bondes da Vila Mariana, passou a ser utilizado como depósito para materiais do metrô, conforme mostra a foto abaixo:

Fonte da Foto: Site SP 24 Horas . Site: https://sp24hrs.com.br/2017/02/03/35-lugares-da-biografia-da-rita-lee-para-visitar-em-sao-paulo/

Segundo o site SP 24 Horas, essa foto estaria localizada hoje na Rua Professor Nóe de Azevedo, na altura do número 255.

Mapa extraído do site Google

Hoje a Avenida Domingos de Morais é uma importante rua da Vila Mariana, com os inúmeros comércios, prestadores de serviços, escolas e estações de metrô Ana Rosa, Vila Mariana e Santa Cruz.

Rua Domingos de Morais atualmente. Fonte da Foto: Blog Ademilar

Bem, espero que tenham gostado desse breve relato histórico.

Quem tiver mais informações, posta aqui…

Não percam o post de quinta-feira…Irei indicar um local no bairro, onde comi um brownie que amei!!!

Beijocas apertadas

Dani!!!

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Conheça o crime do italiano que há 100 anos chocou a sociedade paulistana!!

 fevereiro

Olá Pessoal!!!

Este famoso crime ocorrido na Vila Mariana, em fevereiro de 1918, foi extraído do livro Crime e Cotidiano – A criminalidade em São Paulo (1880 -1924) escrito pelo autor Boris Fausto.

Curiosa como sou, li e achei muito interessante.

As vítimas foram dois tripeiros( comerciantes de miúdos e tripas de boi), que  provavelmente trabalhavam nas proximidades do Matadouro Municipal da Vila Mariana . Para quem não sabe, atualmente, neste local funciona a Cinemateca.

Voltando para a História, os comerciantes de miúdos chamavam-se: Luis Signorelli e Angelo Grecco. Os dois eram cunhados.

No dia do crime, o autor narra que Luis e Angelo caminhavam  calmamente pelas ruas desertas da Vila Mariana. Eles estavam felizes, bêbados e cantarolavam bastante.

Um grupo de italianos, possivelmente, já na espreita de Luis e Angelo, seguiram os dois com a intenção de abordá-los.

A uma certa altura da caminhada, Luis e Angelo entraram em uma rua escura e deserta. Foi neste local que o grupo de italianos conseguiu preparar a emboscada.

Luiz e Angelo foram assassinados com vários tiros.

Crime na Vila Mariana

Fonte da Foto: Site Pixabay

Encontrei em outro livro, uma passagem referente a este crime. O livro chama-se: Histórias do Bairro de São Paulo, o bairro da Vila Mariana – do autor Pedro Domingos Massarolo,

Segundo o autor citado acima, entre os tripeiros havia uma espécie de acordo, cujo era proibido que um grupo comercializasse na área do outro.

Talvez, essa tenha sido a motivação do crime. É provável que Luiz e Angelo devam ter comercializado miúdos na área do concorrente.

Crime famoso

Fonte da Foto: Site Pixabay

Retomando os descritos de Boris Fausto, o autor ressaltou que os crimes cometidos entre tripeiros, jamais deveriam ser denunciados para a polícia. Por isso, o delegado teve muitas dificuldades para investigar o caso.

Porém, mesmo com os entraves impostos pelo grupo de tripeiros, conseguiu-se identificar o mandante do crime. Tratava-se do italiano Basile Messano, cujo era inimigo e concorrente de Luis e Angelo.

Testemunhas da época, relataram que o temido Sr Messano era chefe de uma quadrilha italiana e já havia sido incriminado por diversos assassinatos cometidos por emboscadas.

O Sr Messano era um homem de posses. Além do assassinato, foi acusado de também  ameaçar e as subornar testemunhas do crime. Contudo, surpreendentemente, o Tribunal de Justiça cedeu-lhe Habeas Corpus.

Fonte da Foto: Site Pixabay

Messano, temendo represarias dos familiares de Luis e Antônio, solicitou proteção policial.

Entretanto, quase um ano após o assassinato, o irmão de Luis – José Signorelli, mata o Sr Messano com 7 golpes de faca.

As mulheres da família de Luis e Angelo ficaram tão eufóricas com a morte de Messano, que comemoraram lavando as mãos na poça de sangue do defunto.

Fonte da Foto: Site Pixabay

José Signorelli foi julgado e condenado há 7 anos por homicídio simples.

Fonte da Foto: Site Pixabay

Espero que tenham curtido essa história envolvendo o nosso bairro.

Se vocês quiserem que eu pesquise alguma coisa sobre os bairros da Vila Mariana, Vila Clementino ou Mirandópolis , escreva nos comentários…

Para verem mais histórias sobre a Vila Mariana , clique aqui: http://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/vila-mariana-historia-dos-bairros/

Beijocas apertadas!

Dani

Link: Site Pixabay https://pixabay.com/pt/

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Conheça o motivo que levou este bairro de São Paulo ser chamado de Cruz das Almas!

Olá Pessoal!!

 A História da Vila Mariana tem fatos interessantíssimos. Hoje vou contar para vocês a origem do nome Mariana . Entretanto, recentemente, me deparei com uma reportagem no site do Estadão, afirmando que antes de ser conhecida como Vila Mariana este bairro teria recebido o nome de Cruz das Almas.

Fonte da Ilustração: Site Pixabay

Segundo essa pesquisa, na História da Vila Mariana, consta que a origem do nome Cruz das Almas tem relação com os viajantes que morriam durante a passagem pelo bairro.

Fonte da Foto: Site Pixabay

Esses viajantes, ou melhor tropeiros, eram brutalmente assassinados por ladrões, na primeira metade do século XIX, e seus corpos eram jogados na beira da estrada. Conta-se na época, que cruzes eram utilizadas para demarcar os locais exatos em que as vítimas eram mortas.

Fonte da Foto: Site Pixabay

Vou procurar  descrever resumidamente, as possíveis causas para terem nomeado o nosso bairro de Vila Mariana.

Com a inauguração do Matadouro Municipal e das estradas de ferro, chegaram os primeiros imigrantes (italianos e alemães), no qual foi constituída uma vila que passou a ser povoada.

Matadouro Municipal – História da Vila Mariana

Fonte da Foto: Blog Felipe Lopes

Duas hipóteses foram dadas para justificar a escolha do nome Vila Mariana.

Na primeira hipótese, acredita-se que o nome Mariana surgiu na intenção de homenagear as mulheres mais importantes na vida do coronel da guarda nacional Carlos Eduardo de Paula Petit. A mulher desse coronel chamava-se Maria, e a sua mãe tinha o nome de Ana. Da junção dos nomes surgiu Mariana.

Já a segunda explicação para a escolha deste nome, teria surgido em homenagem a Mariana, esta esposa do engenheiro Alberto Kuhlman( responsável em construir as estradas de ferro).

É importante salientar que a história da Vila Mariana está diretamente relacionada com a história da Vila Clementino. Aqui no Blog, já abordamos sobre o Matadouro, sobre a estrada de ferro…etc. Para conferir, basta clicar no link abaixo:

http://temnopedaco.com.br/historia-da-vila-clementino-parte-ii-afinal-por-que-o-nome-de-vila-clementino/

Enfim, essa é uma “pequena” curiosidade deste bairro que tanto amamos. Espero que gostem.

Beijocas apertadas

Dani

Links:

Blog Felipe Lopes – https://flfelipelopes.wordpress.com/projetos/projeto-interdisciplinar-anhembi-morumbi/

Blog Marco Aurélio Silvahttp://www.marcoaurelioasilva.com.br/antigas28.html

 

 

 

 

 

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