Conheça quem foi o primeiro alemão a morar neste bairro de São Paulo.

alemão

Foto Meramente Ilustrativa

Olá Pessoal,

Hoje escrevi um artigo sobre o primeiro alemão que veio morar na Vila Mariana, por volta do ano de 1903. Para tanto, utilizei como fonte o livro : A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo.

Antes de mencionar sobre este morador, gostaria de dividir com vocês algumas curiosidades abordadas pelo autor.

Masarolo cita que no mapa de 1897, havia uma lagoa nos fundos da Rua Pelotas, cujo antigos moradores diziam que ali havia sido o sítio de uma senhora conhecida como Dona Virginia. Este sítio, tocado por escravos, eram cultivados cana de açúcar e cereais. Nele, também passava um córrego, que nascia na Rua Domingos de Morais, atravessava a Rua do Curtume (acredito que essa rua era próximo ao Matadouro Municipal, hoje, atual Cinemateca) e juntava-se ao Córrego do Sapateiro, localizado no Ibirapuera.

O autor narra que os moradores mais antigos da Rua Pelotas, relataram que nos fundos do sitio de Dona Virginia, mais precisamente, nos lotes que faziam divisa com o córrego, foram encontradas diversas ossadas humanas enterradas em covas rasas. Concluiu-se que se tratava de um cemitério dos moradores do sítio e também dos escravos.

Foto meramente ilustrativa

Posteriormente, o autor ressalta que as terras da Dona Virginia foram adquiridas pelos irmãos Vaz e depois pelo Sr José Antônio Coelho. Inclusive, temos uma rua no bairro que leva este nome.

Por volta do ano de 1903, Masarolo afirma que muitos alemães já estavam morando no bairro. Entretanto, enfatizou que o primeiro alemão a residir na Vila Mariana, chamava-se Vicente Sommer. Este alemão, antes de morar na região, fixou residência no Estado de Santa Catarina, porém, não se adaptou as condições e transferiu-se junto com toda a sua família para São Paulo, na rua José Antônio Coelho.

Alemães chegando a São Paulo.
Fonte: Site DW Made for Minds

Como muitos compatriotas alemães estavam residindo na Vila Mariana, foram fundados clubes de jogos, sendo que o boliche era o mais popular.

A primeira escola alemã foi inaugurada em 1903, pelo Sr Theodor Hennies e instalada na Rua José Antônio Coelho. Entretanto, na década de 40, ocorrem mudanças neste estabelecimento. A antiga escola alemã passa a se chamar de Colegio Benjamirn Constant, com nova sede na Rua Eça de Queiroz.

Os alemães que se instalaram no bairro, costumavam  trabalhar nas chácaras da Vila, ou como operários no centro e nas redondeza da Cervejaria Guanabara.

 Espero que tenham gostado

Até a próxima

Beijocas apertadas

Dani

Fonte:

Site : Site DW Made for Minds. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/s%C3%A3o-paulo-celebra-180-anos-da-imigra%C3%A7%C3%A3o-alem%C3%A3/a-4411676

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O Romance da janela na Vila Mariana dos anos 50.

Vila Mariana

Vila Mariana, anos 50. Angelina, uma linda moça de 17 anos, foi morar no bairro e acabou despertando uma paixão inesperada e avassaladora no jovem Paulo.

Paulo, nascera e foi criado na Vila Mariana. Sempre morou na mesma casa, localizada na Travessa Tangará. Era um homem bonito, elegante e de porte. Bom camarada. Conhecia tudo e a todos no bairro.

Angelina era a nova vizinha de Paulo. Ela gostava de ficar na janela, observando o vai e vem das pessoas na rua. Seus cabelos castanhos costumavam a brilhar sob a luz do sol. A bela moça tinha os traços delicados.

Foto meramente ilustrativa

A Vila Mariana dos Anos Dourados, era um local romântico, onde as novelas de rádio dividiam espaço com as TVs preto e branco, que já tinham chegado em algumas casas do bairro.

A região era formada por grandes sobrados. Algumas ruas eram de paralelepípedos. No entanto, haviam ruas que terminavam a beira de chácaras ou simplesmente não davam em local algum. As árvores tipuanas também eram característica do local.



Vila Mariana – 1958. Rua França Pinto – próximo a rua Tangará.
Fonte: Site Pixabay. Autor Desconhecido.

Certo dia, Paulo passava pela rua , quando deparou-se com a imagem da bela Angelina debruçada na janela. Encantou-se imediatamente. Não conseguiu tirar os olhos da linda jovem.

Os dias foram se passando e a imagem de Angelina não saia da cabeça de Paulo.

O rapaz começou a passar constantemente em frente a casa de Angelina, com o intuito de observá-la e admirá-la.

Angelina, percebera os olhares de Paulo, achava-o bonito. Mas era uma moça recatada, típica dos anos 50. Pertencia a uma família conservadora.

Os flertes costumavam ser bastante contidos.

Paulo não sabia como poderia fazer para conversar com Angelina. Pensou em escrever um bilhete, mas temia que ela não o respondesse. Na época, quando as moças não respondiam aos bilhetes enviados pelos cavalheiros apaixonados, era mau sinal…

Porém, em certa ocasião, Paulo viu Angelina saindo de casa e resolveu segui-la.

Angelina caminhou calmamente pelas ruas da Vila Mariana em direção a padaria do Sr Jorge.

Na padaria, Paulo, cometido por sua paixão, tomou coragem e interceptou Angelina . Ele pediu que pudessem conversar. A jovem, receosa, a princípio o rejeitou.

Paulo ficou arrasado, mas estava disposto a conquistar o coração de Angelina. Insistiu com a jovem até que ela lhe cedesse um dedo de prosa. Angelina cedeu aos apelos do rapaz e os dois começaram a conversar.

Os dias foram se passando e a linda jovem também se encantou e se apaixonou por Paulo.

Naquela época, os namoros precisavam de autorização da família.

Paulo  foi até a casa de Angelina, solicitar permissão para namorar a moça. Naquele dia, ele estava tremendo e com muito medo da família de sua amada se opor. Porém, estava decidido que ficaria com Angelina a qualquer custo.

Para a felicidade de Paulo e Angelina, os familiares não se opuseram ao namoro.

 Eles namoraram e ficaram noivos.

Durante o noivado, Angelina foi a casa de Paulo, acompanhada por seu irmão. As moças nos anos 50, só poderiam sair com os namorados ou noivos, em companhia dos irmãos mais velhos.

A mãe de Paulo também estava encantada com a sua futura nora. Tanto é, que fez questão de mostrar a Angelina e também ao seu irmão, uma das preciosidades da família – o álbum de casamento da irmã de Paulo.

Ao folhear o álbum, o irmão de Angelina reparou que ela estava em uma das fotos.

– Angelina, olha, você está nesta foto com a sua amiga! – espantou-se o irmão da jovem.

Foto meramente ilustrativa

Todos ficaram muito surpresos. Na ocasião, Angelina tinha 15 anos, morava no bairro da Bela Vista e frequentava a iParóquia da Achiropita. Tinha ido ao casamento de uma amiga, mas, antes de assistir à cerimônia, viu o casamento da irmã de Paulo, que entrara antes.


Paróquia da Achiropita.
Fonte: Site Pixabay

Certamente, o amor de Paulo e Angelina já estava destinado a se cruzar em uma certa janela do bairro da Vila Mariana.

Angelina e Paulo ficaram noivos durante 04 anos. Casaram e formaram uma linda família, composta por quatro filhos, seis netos e sete bisnetos.

Casamento da Sra Angelina e do Sr Paulo. Foto verídica cedida pela Sra Angelina.

Sr Paulo e Sra Angelina. Foto cedida pela Sra Angelina.

(*) Esta é uma história verídica, cujo informações e fotos foram cedidas pela Sra Angelina, moradora do bairro, a qual agradeço imensamente a oportunidade de escrever esta linda história de amor!!

Fontes:

Fotos da Rua França Pinto em 1958 – Site Pixabay. Autor desconhecido.

Paróquia da Achiropita – Site Pixabay . Disponível em : http://Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/15/6e/8a/156e8ac28b6b12dec56636ee6b1b0b98.jpg

Relato e Fotos cedidas pela Sra Angelina, protagonista deste conto.

Beijocas apertadas

Dani

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Veja porque este ilustre morador da Vila Mariana recebeu o apelido de Nhonhô da Estrada!!!!

(*)Foto do bairro da Vila Mariana, aproximadamente, por volta do ano de 1900. Fonte: Site Estações Ferroviárias. O Link deste site está disponível no final do texto.

Olá Pessoal!!

Hoje tratei para vocês uma curiosidade sobre um morador das antigas da Vila Mariana, o Sr Nhonhô da Estrada. Pelo relato, acredito que ele tenha residido no bairro no início do séc XX, mais precisamente, a partir do ano de 1901.

Como fonte para redigir este artigo, utilizei o seguinte livro:  A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo.

Nhonhô da Estrada era um sitiante, nascido na Vila Mariana, cujo dedicava-se aos trabalhos em sua roça.

Recebeu este apelido, porque era dono de pequena propriedade rural, localizada entre as ruas da Saudade e Sena Madureira, estas próximas a Estrada do Carro, que era caminho para Santo Amaro.

Nhonhô era solteiro e morava com a sua mãe, Dona Mariquinha. Ele era um homem simples, cordial e amigo de todos que residiam no bairro e nas proximidades. Seu sítio era parada certa para o descanso de seus conterrâneos, que viajavam pela cidade utilizando carro de bois.

Foto meramente ilustrativa.

O autor relatou que, antes da chegada do progresso, a propriedade de Nhonhô era muito grande.  Inclusive, mencionou que atual rua Francisco Cruz pertencia ao seu lote de terra, onde nela existia uma capela, conhecida na época como Capelinha das Almas.

Esta rua (Francisco Cruz), conforme descreve o autor, servia de atalho para as tropas que vinham de Pinheiros e se deslocavam para a Estrada do Mar.

Foto meramente ilustrativa.

Com o início do progresso, Nhonhô perdeu parte de sua propriedade. A estrada de ferro dividiu-a ao meio e as terras pertencentes ao Caminho do Carro, tornaram-se de servidão publica, pois ligavam a Rua Domingos de Morais à Estrada da Saúde. Aos poucos, Nhonhô viu-se obrigado a vender mais lotes. Com a chegada definitiva do progresso, foram construídas residências no local em que era o sítio.

Ah, o livro não menciona qual era o verdadeiro nome de Nhonhô.

FONTES:

  • A história dos bairros de São Paulo , o bairro de Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo, págs 75-76.
  • Site Estações Ferroviárias. Disponível em : http://www.estacoesferroviarias.com.br/v/fotos/vlmariana8901.jpg

* Para saber de mais histórias envolvendo os bairros da Vila Mariana, Vila Clementino e Mirandópolis, basta clicar aqui: http://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/

Bem, espero que tenham curtido mais uma memória da Vila Mariana.

Até a próxima !!

Beijocas apertadas

Dani

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Confira como eram os comércios e as diversões dos moradores da Vila Mariana no final do séc XIX.

Vila Mariana

 Foto meramente ilustrativa. Extraída do site, Nasci no século errado . Disponível em: https://nascinoseculoerrado.wordpress.com/2015/09/29/as-regras-do-baile/

Olá Pessoal,

Trarei uma curiosidade bem interessante e que tem relação com a temática desse Blog – Os comércios e os lazeres dos moradores da Vila Mariana nos séculos passados.

Como fonte de pesquisa, utilizei o livro: Histórias do Bairro de São Paulo – O bairro da Vila Mariana, escrito pelo autor Pedro Domingos Masarolo.

Junto com o autor, farei um breve passeio histórico pela Vila Mariana, durante o final do séc XIX e início do séc XX.

Muitos dos imigrantes que chegaram a São Paulo, neste período, vieram morar nas ruas do bairro, tais como: Domingos de Morais, Dona Inácia, Dona Júlia, Carlos Petit, Machado de Assis, Jabaquara, José Antônio Coelho, dentre  muitas outras.Consequentemente, houve um aumento no número de habitantes na região,favorecendo a implantação de fábricas e o crescimento do comércio.

Fábricas e Comércios

Uma das primeiras fábricas na localidade, situava-se  próximo ao Córrego do Ipiranga – A Casa de cerâmica -Pongilupi, que além de fabricar e comercializar cerâmicas,confeccionava telhas francesas.

Haviam outras fábricas de cerâmicas na região. O autor cita a Casa de Cerâmica do Sr Roberto Parola, localizada na Rua Machado de Assis, a do Sr Luiz Nóe, situada  perto do Matadouro ( atual Cinemateca)e as do Sr Bonini, no Jabaquara.

Os comércios da região eram compostos pelo Armazém do Cesario Brinat; pelo açougue do Sr Felipe Berni e pela padaria da Dona Dora, todos na Rua Vergueiro. Existiam também, no Parque da Vila Mariana, a Floricultura da Dona Flora, na rua Domingos de Morais; a quitanda dos Costabile Galdicri e o quiosque do Longucto, que servia cafés e lanches.

No site Estações Ferroviárias, encontrei uma foto de um restaurante na Vila Mariana, pertencente ao ano 1904 . O nome era Restaurante do Parque ( Observe a casa branca no fundo da fotografia) . Segundo a fonte,este restaurante ficava na Rua Domingos de Moraes, esquina com a Praça Teodoro de Carvalho.

Foto do Restaurante do Parque na Vila Mariana.
   

Religião

A religião católica era exclusiva  no bairro.

No início do século XX, a Paróquia Nossa Senhora da Saúde era uma pequena capela – Capela Santa Cruz, onde eram realizadas rezas (de vez em quando) e uma única missa aos domingos, devido à grande dificuldade de acesso.

 Esporte

A bocha era o esporte praticado pelos moradores da Vila Mariana.

Divertimentos

 Show de Marionetes

Em alguns domingos, os moradores do bairro eram contemplados com espetáculos de marionetes, realizados no Parque da Vila Mariana.

Bailes e Festas

Naquela época, os salões de baile eram uma das poucas fontes de lazer das moças e rapazes. Os bailes mais famosos eram os do“ Parque  da Vila Mariana, seguidos pelos do Hotel Roma Inatingibiti,  do Farabulini, da Sociedade Filarmônica Giusepe Garibaldi e do Louchiviato ou Farina”. Este último, ficava na Rua França Pinto, esquina com a Humberto I.

Foto meramente ilustrativa.Veja a fonte na foto que está acima

Além dos bailes, algumas festas  eram organizadas e frequentadas por moradores da região e também de suas proximidades ( Cambuci,Jabaquara, do Matadouro…)

As festas eram consideradas grandes eventos. Os moradores e  comerciantes da região aguardavam-nas ansiosamente. Nelas eram servidas bebidas,  cerveja Guanabara – que custava 300 réis; groselha, na época conhecida por capilé tamarindo, vendido por 100 réis; água gaseificada e pinga, ambos ofertados por 200 réis cada. Não haviam refrigerantes.

Como no bairro não existiam dentistas, os dentes dos antigos moradores eram mal cuidados. Consequentemente, tinham mau hálito.Durante as festividades,para disfarçar este defeito, os frequentadores usavam pastilhas, conhecidas por  sensen.

Quanto às vestimentas, poucos festeiros vestiam-se elegantemente. Naquele tempo, os moradores da Vila Mariana eram pobres. Somente alguns usavam roupas de casemira e sapato de couro. A grande maioria dos homens trajavam-se de camisa branca feita com tecido barato. O autor não traz referências sobre as roupas das mulheres.

 As festas começavam no período da tarde e estendiam-se até às 22 horas, quando os moradores retornavam  para  as suas casas,alegres e cantarolantes.

Gostaram?!?! Espero que sim

Descubra mais curiosidades sobre a Vila Mariana do passado neste link: https://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/vila-mariana-historia-dos-bairros/

Beijocas apertadas

Dani

Fonte: Site Estação Ferroviária. Disponível em:  http://www.estacoesferroviarias.com.br/retalhos/vilamariana/fotos/restaurantedoparque.htm

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Veja o que este morador revelou sobre a Vila Mariana

Vila Mariana



Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje eu trouxe uma história de um morador das antigas da Vila Mariana, o Sr Bernardino Polcaro. A fonte de minha Pesquisa foi o livro: Vila Clementino – a História dos bairros de São Paulo, do autor Danilo Agrimani.

Segundo a fonte citada, em 1999 o Sr Bernardino tinha 82 anos.O fato narrado ocorreu entre anos 20 e 30.

Pois bem, o Sr Bernardino antes de ser acendedor de lampião, trabalhava no bairro  na função de sapateiro.

Em certa ocasião,  deparou-se com um português que ascendia um lampião. Ficou encantado com o ofício do português  e  resolveu  perguntar-lhe  como  poderia fazer para conseguir um emprego de acendedor. O trabalhador informou ao Sr Bernardino, que ele deveria dirigir-se a Rua do Gasômetro e realizar uma entrevista de emprego.

No dia seguinte, por volta das 6 horas, o Sr Bernardino já estava no endereço indicado pelo português. Na entrevista, perguntaram-lhe se  era italiano. O sr Bernardino respondeu que embora tenha morado com o seu pai na Itália, era brasileiro. Ele conseguiu o emprego.

PS: Essa pergunta para mim tem sentido, uma vez que, a Vila Mariana e a Vila Clementino eram redutos de italianos, conforme já abordamos anteriormente. Para  saber mais, basta clicar nesse link: http://temnopedaco.com.br/crime-famoso-de-1918/

Durante quinze dias, o Sr Bernardino foi treinado pelo colega português. Começou acendendo lampiões nas da Vila Mariana: ( rua Abílio Soares e  Rua Cubatão) e também na rua 13 de maio, esta na Bela Vista. Conforme o seu relato, essas ruas costumavam  dar muito trabalho, pois eram tomadas por matagais.

O Sr Bernardino contou que em dias de chuva, o seu ofício transformava-se num transtorno, pois a tocha e os fósforos ficavam todos molhados.Portanto, para poder acender os lampiões, tinha que se pendurar nos postes.

Ainda de acordo com a fala deste morador, ele acendia  54 lampiões por dia  e ganhava 150 mil reis,  dinheiro bem considerável na época. Permaneceu trabalhando na função durante 04 anos.

Aos finais de semana, na Rua Santo Antônio , situada na Bela Vista, havia uma roda de samba em que os frequentadores pediam ao   Sr. Bernardino  que deixasse os lampiões acesos. O Sr Bernardino, muito compreensivo,  além de deixá-los acesos, ensinava aos farristas como  deveriam ser apagados. Porém,  os sambistas esqueciam e o nosso querido acendedor era quem acabava fazendo  o serviço.

Roda de Samba.Foto meramente ilustrativa
Fonte: Revista ABPN. Disponível em:http://www.abpnrevista,org.br

Bem, essa foi a curiosidade da Vila Mariana tratada hoje.

Conheça também  outros fatos interessantes sobre a Vila Mariana: 

Aguardem as próximas curiosidades!

Beijocas Apertadas

Dani.

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Descubra os surpreendentes cerimoniais fúnebres e os casamentos realizados há 140 anos na Vila Mariana.

Vila Mariana

Olá Pessoal!!!

Hoje eu trouxe uma curiosidade super interessante para vocês… Já se perguntaram como eram realizados, nos séculos passados, os casamentos e os enterros na Vila Mariana?? Pois bem, vou contar …

Essas informações extraí do livro: Histórias do Bairros de São Paulo: o Bairro da Vila Mariana, do autor Pedro Domingos Masarolo. O artigo está disponível Secretaria de Educação e Cultura de SP, páginas 39- 41.

  • CASAMENTOS

O autor conta que os casamentos eram realizados no Cartório do bairro da Liberdade. Naquela época, os casamentos religiosos não eram costume. No entanto, a cerimônia religiosa era realizada na Paróquia Santo Amaro, para aqueles que optavam pela celebração.

Paróquia Santo Amaro.
Fonte: Portal do Envelhecimento

As pessoas  que tinham posses, alugavam alguns vagões do trem, cujo  apenas os noivos, os seus  familiares e os seus convidados,  eram transportados até o cartório onde  a cerimônia era realizada.

Já os mais pobres, tomavam os trens no horários habituais, estes frequentados também por trabalhadores e outros diversos passageiros, que tinham a cidade como destino. Depois da cerimônia , os noivos conduziam-se até a Estação São Joaquim, aguardavam o trem e retornavam a Vila.

Querem saber da Lua de Mel?? Pois bem, o autor afirma que não existia. No dia seguinte da cerimônia, as pessoas voltavam aos afazeres normais…

  • ENTERROS

No ano de 1885, não haviam cemitérios na Vila Mariana. Por isso, Marasolo revela que os mortos eram  sepultados no  Cemitério da Consolação.

Cemitério da Consolação. Fonte da Foto: Acervo Estadão.

Naquela época ainda não existiam carros funerários. Por esta razão, os corpos eram carregados “nos braços”. No entanto, os defuntos  mais pesados, eram transportados numa carroça . As pessoas seguiam o cortejo a pé.

Os caixões eram fabricados por carpinteiros da Vila Mariana ou comprados na Casa Rodovalho, localizada na Rua da Mooca.

Casa Rodovalho . Fonte da Foto: Site São Paulo Antiga.

Os caixões eram conduzidos por quatro homens, sendo que dois ficavam na frente e dois atrás, Em baixo de cada lado do caixão, haviam dois paus, que serviam de apoio para os ombros. O  percurso costumava ser longo e demorado, por isso os homens se revezavam.

O trajeto do cortejo passava pela Rua Domingo de Morais, Rua Paraiso e Avenida Paulista, cujo, naquela época, era apenas uma estrada aberta no meio do mato. Percorriam também pela Vila Pinheiros e depois desciam  até o cemitério da Consolação.

Exemplo de como eram os cortejos fúnebres da época. Fonte da Foto: Site Iba Mendes

As cerimônias fúnebres eram longas e duravam o dia inteira. A participação era uma obrigação imposta pela sociedade da época.

Por causa da longa duração do cortejo, os moradores da Vila Mariana levavam seus alimentos em um saco de pano, conhecido por matula.

Terminado o enterro, os homens costumavam a tomar pinga em um botequim na frente do cemitério. Somente após a dose de cachaça, retornavam a Vila. Chegavam em casa tarde da noite ou no inicio da madrugada.

Essa é a curiosidade de hoje…

Em breve conto mais…

Beijocas apertadas

Dani.

Site Acervo Estadão – Cemitério da Consolação. Disponível em: hhttps://acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,cemiterio-da-consolacao,8580,0.htmttps://acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,cemiterio-da-consolacao,8580,0.htm 

Site Iba Mendes – Cortejo Funebre do Conde Alexandre Siciliano. Disponível em: http://www.ibamendes.com/2012/06/os-grandes-funerais-do-brasil-ii.html

Site São Paulo Antiga – Casa Rodovalho. Dosponível em: http://www.saopauloantiga.com.br/a-casa-rodovalho

Quer ver mais Curiosidades sobre a Vila Mariana ? É só clicar aqui:http://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/vila-mariana-historia-dos-bairros/

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O Cotidiano da vida dos moradores da Vila Clementino em 1943!

 

Vila Clementino

Olá Pessoal!!!!

Hoje  a publicação traz um depoimento muito bacana de um antigo morador do bairro. Eu li esse depoimento no livro:  Vila Clementino – A História dos bairros de São Paulo, do autor Danilo Agrimani.

Para quem não conhece a Vila Clementino, este bairro localiza-se próximo a Vila Mariana e ao Parque do Ibirapuera.

O autor não identifica o morador, apenas ressalta que ele morou no bairro em 1943. Para quem se interessar, a narração está na página 37 e 38 deste livro.

Este antigo residente da Vila Clementino, conta que na década de 40, embora não haviam luz e calçadas, o bairro era composto por muitas árvores. Acredito, que o ar deveria ser maravilhoso!!!

Nesta época não havia violência. As pessoas caminhavam tranquilamente pela região.

O morador ressalta  que na Vila Clementino havia muita neblina, a ponto de não se enxergar uma pessoa a 200 metros de distância.

As ruas do bairro eram tomadas por charretes, cavaleiros e carroças com burrinhos. Tanto é que, na rua Diogo de Faria, a prefeitura instalou cocheiras.

A noite, deveria ser uma atração à parte, pois o morador relata que o bairro era um breu total. Para se ter ideia, as pessoas não poderiam sair de suas casas sem lamparinas.

Os dias de chuva eram um transtorno… Tudo transformava-se em barro.

Os habitantes da Vila Clementino, nesse período, eram compostos por advogados, professores, comerciantes e funcionários públicos.

No bairro existiam chácaras de portugueses, nos quais se costumava comprar verduras e legumes frescos.

Quanto ao lazer,  point da época, e consequentemente, as paqueras (footing), eram na rua Domingo de Moraes, cujo os programas costumavam ser esticados até Cine Sabará, que hoje está localizado o Supermercado Pastorinho. Outro local bastante frequentado, era o Cine Fénix, este próximo ao Largo da Ana Rosa.

Os trajes para frequentar os cinemas eram chiquérrimos. Os homens desfilavam pela rua Domingo de Moraes, vestindo ternos, gravatas e sapatos engraxados.

Fonte : Site Salas de Cinema. O link do site está disponível no final desta publicação.

 

Fonte: Site Salas de Cinema. Foto de dentro do Cine Sabará. O link do site está disponível no final desta publicação. 

Acho que os lanterinhas deveriam ter muito trabalho nessa época…rsrsrsrs.Olha só o tamanho do cinema.

Aos domingos, os moradores se dividiam entre as partidas de futebol e os espetáculos circenses ( estes situados próximos ao Matadouro, hoje, a atual Cinemateca).

O time de futebol mais famoso do bairro era o Rubens Salles. Pelo que eu entendi, era o Corinthians da Vila Clementino, ou seja, um time fantástico, magnífico, cujo não haviam adversários a altura…rsrsrsrsrs. As partidas do Rubens Salles eram todos os domingos pela manhã, no campo que ficava na Rua Pedro de Toledo, entre as ruas Ottonis e Leandro Dupré.

Fonte: Site Confraria dos Boleiros. O link do site está disponível no final desta publicação.

Ps: Consegui  em minha pesquisa a foto da composição do time de 1959.

Gente, uma tristeza abateu-se sobre o time do Rubens Salles…Vocês acreditam que eles perderam o campo por causa de 1 conto de réis??O dono queria vender o campo por 20 contos, mas o time queria dar 19. Ficaram sem casa, tadinhos!!

Bem, eu amei a narrativa deste morador. “Viajei” no tempo a cada parágrafo lido. Acho que eu gostaria muito de ter vivido nessa época.

Quem ver mais histórias e fotos antigas da Vila Clementino, clique aqui: http://temnopedaco.com.br/category/historia-dos-bairros/

Espero que vocês também tenham curtido.

Beijocas apertadas

Dani

 

Fontes:

Confraria dos Boleiros : Disponível em : http://www.confrariadosboleiros.com.br/agenda-de-jogos/97-vitamina?showall=1

Sala de Cinemahttp://Disponível em: http://salasdecinemadesp2.blogspot.com/2014/09/sabara-sao-paulo-sp.html

As outras fotos foram extraídas de bancos de imagem de domínio público. Servem somente como ilustração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Descubra algumas curiosidades imperdíveis das estações do metrô de SP na década de 70.

Olá Pessoal!!!

Hoje o post vai abordar algumas curiosidades do Metrô SP – Linha Azul, mais precisamente, das estações Vila Mariana, Santa Cruz e Praça da Árvore que abrangem o nosso pedaço!!!

Eu sou apaixonada por coisas antigas envolvendo o nosso bairro. Por isso, fiz essa pesquisa na internet, com várias fontes, todas devidamente citadas. O intuito foi tentar compreender como surgiram as estações de metrô em nossos bairros.

Achei muita coisa bacana e rica. Tem muitas fotos incríveis. Por isso, quero também dividir com vocês…

A primeira linha de metrô  foi a Azul,  inaugurada em setembro de 1974,  no qual possuia 6,4 km de extensão. Este trecho ligava a estação Jabaquara à estação Vila Mariana . (Fonte: Site Metrô SP)

Metrô SP – Linha Azul

Região da Estação Conceição Ano 1972. Fonte da Foto : Instituto de Engenharia.

Em minha pesquisa, encontrei num site chamado THE URBAN EARTH, uma propaganda do Metrô veiculada em 1972. De acordo a fonte mencionada, o vídeo pertence ao site do Metrô. Achei tão legal, que gostaria compartilhar com vocês…

 

Vejam também o primeiro Bilhete utilizado neste transporte…

Primeiro Bilhete de Metrô. Fonte da Foto : Instagram Página São Paulo City.

Metrô SP – Linha Azul: Estação Praça da Árvore

A Estação Praça da Árvore foi inaugurada em 14/09/1974. Recebeu este nome, pois no século XIX , o grande bosque que havia no local, acabou sendo extinto, sobrando apenas uma pequena área,  apelidada pelos moradores de Praça da Árvore.

O nome (Praça da Árvore), caiu no gosto popular. Inclusive, inspirou o nome da antiga estação de trem a vapor, localizada nesta região.

Portanto, no século XX, com a implantação do Metrô, a companhia acabou por adotar o mesmo nome da antiga estação de trem. ( Fonte: Site – Blog Curiosidades – Estadão)

Placa das obras do Metrô – Avenida Jabaquara / Próximo a Estação Praça da Arvore em 1969. Fonte da Foto: Site Instituto de Engenharia

Construção da Estação Praça da Arvore 1970. Fonte da Foto: Site The Urban Earth.

Estação Praça da Árvore. Ano 1974. Fonte da Foto : Blog São Paulo Minhas Memórias.

Estação Praça da Árvore em 1980. Fonte da Foto: Site São Paulo In Foco.

Metrô SP – Linha Azul: Estação Santa Cruz

A estação Santa Cruz, também foi inaugurada no dia 14/09/1974. Recebeu este nome, devido a proximidade da Rua Santa Cruz. ( Fonte: Blog Engenheiro de Vida).

Tentei pesquisar o motivo do nome da rua ser  Santa Cruz, mas não encontrei fontes. Será que alguém sabe?

Escavação próximo a Rua Pedro de Toledo. Fonte da Foto: Site The Urban Earth.

Construção da Estação Santa Cruz. Fonte da Foto: Site The Urban Earth.

Metrô Santa Cruz 1974. Fonte da Foto : Site Pintaret.

Estação Santa Cruz 1976. Fonte da Foto: Blog Memória 721.

Fachada da Estação Santa Cruz 1976. Fonte da Foto: Site Engenharia Maubertec.

Metrô SP – Linha Azul: Estação Vila Mariana

A Estação Vila Mariana,  foi a última estação inaugurada . Assim como a Estação Praça da Árvore e a Estação Santa Cruz, ficou pronta em 14/09/1974

Chama-se Vila Mariana, devido ao nome do bairro. Em relação a este fato, já abordamos aqui no blog, os acontecimentos históricos que deram origem ao nome deste local. Para quem quiser dar olhadinha, basta clicar aquihttp://temnopedaco.com.br/historia-da-vila-clementino-parte-ii-afinal-por-que-o-nome-de-vila-clementino/

Obras na Estação Vila Mariana em 1969 . Fonte da Foto: Site Diário do Transporte.

Inauguração da Estação Vila Mariana 1974. Fonte da Foto: Portal do Governo de São Paulo.

Eu curti bastante em fazer essa pesquisa!!

Espero que vocês também gostem…

Logo abaixo deixarei para vocês os links referentes a todas as fontes das fotos…

Beijocas apertadas

Dani

LINKS:

Blog São Paulo Minhas Memórias : http://saopaulominhasmemorias.blogspot.com/2012/08/os-cinemas-de-sao-paulo-iv-av-liberdade.html

Blog Memória 721 : http://memoria721.blogspot.com/2013/03/integracao-metro-onibus-em-1976.htm

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Site Portal do Governo: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/ultimas-noticias/transporte-conheca-o-metro-de-sao-paulo-1/

Site São Paulo In Foco : http://www.saopauloinfoco.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Registro-de-onde-hoje-est%C3%A1-o-Metr%C3%B4-Pra%C3%A7a-da-%C3%81rvore-em-1968..jpg

Site The Urban Earth: https://theurbanearth.wordpress.com

 

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Conheça as 10 relíquias dos anos 80 e 90 localizadas na Vila Clementino!!

Fonte: Foto extraída da internet. Autor desconhecido.

Olá Pessoal, tudo bem??

O post de hoje, vem diretamente do túnel do tempo. Resolvi escrever sobre alguns comércios e serviços importantes na Vila Clementino entre os anos 80 e 90. Pontuei aqueles que eu me recordo. Provavelmente, devem ter muitos outros que não foram mencionados. Mas, vamos lá para os que eu lembrei….

 1)  Cinema Jamour

O Cine Jamour foi inaugurado em 21/11/63, o primeiro filme exibido foi Dois Destinos – Marcelo Mastroianni.

Esse cinema foi o primeiro em que frequentei. Na década de 90, assisti muitos filmes dos Trapalhões, da Xuxa, Goonies, Meu Primeiro Amor, dentre tantos outros que não me recordo agora.

Se não me falhe a memória, esse cinema fechou entre o final dos anos 90 e início dos anos 2000. Se tornou um templo Evangélico, acho que Templo Pedra Viva, mas não estou muito certa. Se alguém tiver a informação exata, posta aqui pra gente!!!!

Fonte : Site São Paulo Minhas Memórias. Disponível em: https://saopaulominhasmemorias.blogspot.com2)  Escola Tia Marisa :

” A Escola Tia Marisa é o nosso segundo lar…

Brincamos e Aprendemos a todos respeitar…

As tias nos ensinam a vida e as lições…

E nos lhes entregamos os nossos corações”

Essa escola meche com o coração daqueles que foram alunos, especialmente, nos anos 80.Era uma escola de educação infantil, que tinha três unidades na Vila Clementino – uma na rua Três de maio, outra na Avenida 11 de junho( posteriormente, essa unidade foi a sede do partido PT) e a última localizada na Rua Arabé.

Sob direção da “tia” Marisa e do Sr Paulo, a escola era um bálsamo que estimulava a criatividade e o lúdico das crianças. Até hoje, passado mais de 30 anos, deixa os corações de muitos ex-alunos apertados de saudades. Fui aluna e só tenho recordações maravilhosas da minha infância. A Tia Marisa era, neste período, a melhor escola do bairro.

Fonte da foto: Grupo Escola Tia Marisa ( Facebook).

3) Terminal de ônibus Santa Cruz:

Esse é do arco da velha…hahahahaha.Muitos terão que fazer um esforço enorme para lembrar.Esse terminal de ônibus ficava exatamente onde hoje é o Shopping Metrô Santa Cruz. Era um terminal enorme, onde saiam várias linhas de ônibus para diferentes bairros da cidade. Lembro-me que ao subirmos as escadas rolantes do metrô, já caíamos no terminal.

Fonte da Foto: Site São Paulo In Foco. Disponível em: http://www.saopauloinfoco.com.br/tag/metro-nos-anos-80/

4) Esfira Chic:

Localizava-se R Luís Góis, 985 . Hoje, neste endereço, está instalado o Confraria da Vila Mariana. Não me recordo exatamente quando a Esfira Chic fechou. Lembro-me que nos anos 90 comi muita esfira, kibe e tomei muito sorvete nesse local…rsrsrsrs .Essa esfiraria vivia lotada, com direito a muitos minutos de espera para conseguir uma mesa. Foi um marco do bairro. Eu, ex- aluna do Colégio Rosário, costumava ao almoçar neste local quando eu tinha atividades na escola no período da tarde.

Fonte do Logo: Extraído da Internet

 

5) Festa Junina do Colégio Rosário :

Nos anos 80 e 90 era considerada uma das melhores festas juninas da região. As festas do Colégio N.S do Rosário eram lindas. Atraiam muitos moradores do bairro e da região. Como aluna da escola neste período, me lembro com carinho, quando era dada aos alunos, a responsabilidade de enfeitar as barraquinhas. Recordo que a festa era realizada sempre aos sábados, por isso, na sexta-feira no período da tarde, todos os alunos de cada classe ficavam na escola preparando as barracas. Isso valia nota para a atividade de educação artística. Havia também, uma espécie de concurso no qual a barraca de cada série era escolhida como a mais bonita.

Nesta festa, existiam outras atrações, tais como: o correio elegante, a cadeia,  as quadrilhas (ensaiadas nas aulas de educação física). Lembro-me que a  Dança do ultimo ano do ensino médio, na época 3º Colegial, eram as mais aguardadas, porque geralmente, apresentavam algum elemento surpresa bem bacana e criativo nas coreografias … Bons tempos!!!

6) Doceria Solar:

Era uma doceria concorrente da Marrom Glacê. Ela ficava na Rua Luis Goes, 1114. Essa doceria fechou no final dos anos 90.

7) Hortifruti Clementino:

Nos anos 80, onde foi instalado o Hortifruti Clementino, funcionava uma tapeçaria. O hortifruti foi inaugurado nos anos 90. Ele era conhecido pelos moradores como Sacolão… Quem não se recorda de ter comido pastel neste local? Acredito que deva ter fechado em meados dos anos 2000. Hoje, funciona o Supermercado Santa Gemma.

8) Panificadora Amarante:

Essa Panificadora estava no Bairro desde o final da década de 40. Em 2004 fechou as suas portas. Comprava muito sorvete e comi muita pizza neste local!!

Fonte: Site Kekanto. Autor: Fernando A. Disponível em: https://kekanto.com.br/biz/panificadora-amarante

9) Instituto de Cultura Física Adriano Delaunay( Academia Delaunay)

Situada na Rua Lenadro Dupret ,  1029 essa academia era famosíssima no bairro. Possuía uma das maiores piscina da região. Acho que só perdia para a Escola de Natação Toshio. Acredito que todos  os que frequentaram e aprenderam a nadar na Delaunay, recordam-se com carinho do Tio João. Eu lembro que eu levei muita bronca dele…hahahahahhaha. Tinha também o professor Fausto, Sergio, Eliane…etc. Lembro-me também da Cantina, quase ao lado da piscina. A Delaunay  deixou muita gente com saudades. Não me recordo exatamente quando ela fechou, arriscando, acho que foi entre o ano de 2005 à 2008, mas não tenho certeza. Se alguém souber, escreve aqui para a gente.

10) Panificadora Sagres :

Embora ela tenha surgido bem antes dos anos 80, o meu “relacionamento” com este local se inicia nessa época em que vim morar no bairro. Essa padaria quando encerrou as atividades, causou uma espécie de comoção no bairro. Até hoje nos deixou órfãos. Quando eu ouvi que a Sagres iria fechar, pensei que fosse boato. A Sagre era uma espécie de referência do bairro. Acho, praticamente impossível, qualquer morador da Vila Clementino, nunca ter entrado na Sagres.

A Sagres era a padaria da família.O Sr Cabral, com aquela simpatia peculiar, sempre nos recebia gentilmente e nos oferecia algo para degustar. Luto eterno pelo fim das atividades da Sagres.

Fonte da Foto: Site Kekanto.

Gente, provavelmente, neste período entre os anos 80 e 90, outras relíquias do bairro devem ter existido. Se vocês quiserem me ajudar, apontando outros locais importantes na Vila Clementino, entre essas décadas, escreva para mim… Vou tentar pesquisar para matarmos as saudades.

Ah, se alguém também tiver fotos desses locais que citei, ou outros que foram importantes para o nosso bairro, se quiserem compartilhar com o Blog, pode enviá-las por email. Lembrando que darei os créditos para quem me encaminhá-las.

Hoje a publicação foi longa, mas acho que valeu a pena!!!Afinal, é muito bom recordar de coisas boas!!!

Beijocas apertadas

Dani

 

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Conheça a rua dos bondes de São Paulo no início do séc XX

Olá Pessoal!!!

Bem, hoje o Tem no Pedaço contará um pouquinho da história de uma avenida bem conhecida aqui na Vila Mariana – A Rua Domingos de Morais!!!

Essa rua começa na Rua Stela e termina na Rua Luiz Goes . Este endereço foi oficializado em  24 de Agosto de 1916, pelo ATO nº 912( Fonte: Prefeitura de São Paulo).

Então, vamos ao nosso breve passeio histórico desse local tão importante de nosso bairro!!

Começaremos com a escolha do nome Domingos de Morais. Conforme afirmação do site Estações Ferroviárias, este nome foi escolhido em homenagem ao Sr Domingos Corrêa de Morais. Encontrei divergências entre as fontes pesquisadas, no que diz respeito ao local de nascimento e as funções do Sr Domingos.

O site acima mencionado, ressalta que Domingos Corrêa de Morais, nasceu no município de Tatuí, interior de São Paulo, foi fazendeiro em Batatais, vice -presidente do Estado na administração de Rodrigues Alves, em meados de 1890, e também, diretor da Companhia de Viação Paulista, cujo era responsável pela concessão dos bondes que operavam em São Paulo.

Porém, no site Hour Press, artigo escrito pelo Sr Luis Alberto ( não encontrei outras menções referentes a essa pessoa), o Sr Domingos Corrêa de Morais, nasceu no município de Tietê, no dia 12 de maio de 1851, formou-se em engenharia civil nos Estados Unidos. Foi também presidente da Companhia de bondes de São Paulo, vereador de São Paulo, deputado por duas vezes, senador e vice presidente do Estado. Em 1892 opôs-se ao governo de Marechal Deodoro da Fonseca. Anos mais tarde, retirou-se da política e dedicou-se as atividades rurais de sua fazenda em Batatais(interior de SP). Morreu no dia 15 de dezembro em 1917.

Para quem está curioso para saber quem era o Sr Domingos de Morais, vejam a foto abaixo:

Fonte da Foto: Site Wikiwand. Site : http://Fonte da Foto: http://www.wikiwand.com/pt/Domingos_de_Morais

Durante a minha pesquisa, em diversos sites (todos devidamente citados)e acervos do Jornal Estado de São Paulo, constatei a importância da rua Domingosde Morais como rota e via de acessos para cargas e transporte de passageiros.

Sobre os locais mencionados nessa pesquisa, procurei na medida do possível, demonstrar com fotos como eram essas localidades e como se apresentam hoje.

Voltando para o site Estações Ferroviárias,  em meados de 1886, na rua Domingos de Morais, foi inaugurada a estação Vila Mariana. Nos fundos dessa estação, havia um pátio de cargas.

Estação Vila Mariana. Fonte: Site Estações Ferroviárias. Site: http://www.estacoesferroviarias.com.br/v/fotos/vlmariana8902.jpg

Nos dias atuais, essa estação estaria aproximadamente localizada, segundo a fonte referida,  entre a Praça Teodoro de Carvalho e a rua Sud Menucci.

Proximidades da Praça Theodoro de Carvalho.

Por volta de 1900, a linha da estação Vila Mariana foi comprada pela Light, sendo eletrificada após alguns poucos anos. A partir de 1904, a Estação Vila Mariana tornou-se o ponto inicial da linha de vapor para Santo Amaro.Contudo, em 1905 a antiga estação Vila Mariana foi completamente demolida, dando origem a garagem dos bondes da Light.

O acervo do Jornal O Estado de São Paulo, aponta a importância da Avenida Domingos de Morais como rota para o Caminho do Mar e sul da cidade, cujo passavam bois, burros, cargas, bondes e trem a vapor. Por isso, a rua Domingos de Morais ficou conhecida como Caminho do Carro para Santo Amaro.

Estação ferroviária da Vila Mariana . “Por ali passava o Tramway de Santo Amaro, trens a vapor de passageiros que ligavam o bairro, de um lado, à Liberdade, de outro, ao centro de Santo Amaro, na época, outro município(…)”. Fonte : Site Estações Ferroviárias. Site:http://www.estacoesferroviarias.com.br/retalhos/vilamariana/fotos/estacaoferroviaria.htm

Em 1911 foi inaugurada a Estação de Bondes Vila Mariana, cujo existiam um prédio e um pátio de manobras, entre as ruas Domingos de Morais e Vergueiro. Nessa estação haviam em média 100 bondes, onde operavam diferentes linhas Bosque da Saúde, São Judas,Liceu Pasteur e Vila Clementino – esta última servia como transporte de carne ao mercado da Praça da Arvore (fonte: Jornal Pedaço da Vila).

Fonte: Site Estação Ferroviárias. Prédio e ao lado pátio de manobras. Site: http://www.estacoesferroviarias.com.br/v/vlmariana.htm

Fonte: Site Estações Ferroviárias. Site:http://www.estacoesferroviarias.com.br/bondes_sp/bondessp.htm

Rua Domingos de Morais.Fonte: Rede Social Pintarest- Autor desconhecido

Em 1947, o prédio e o pátio de manobras da estação de bondes da Vila Mariana começaram a ser administrados pela CMTC, e em 1960 foram extintos. Os bondes dirigiram-se para o bairro do Jabaquara e em 1966 foram definitivamente desativados.

O Jornal O Estado de São Paulo afirma que os bondes pararam de circular definitivamente na rua Domingos de Morais em 1968. Posteriormente, deu-se início as obras do Metrô.

Fonte: Jornal O Estado de SP. Site: http://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,os-trilhos-da-domingos-de-morais,11604,0.htm

Fonte: Acervo do Jornal O Estado de SP. Site:http://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,os-trilhos-da-domingos-de-morais,11604,0.htm

Já em 1969, o terreno onde estava situado a antiga Estação de Bondes da Vila Mariana, passou a ser utilizado como depósito para materiais do metrô, conforme mostra a foto abaixo:

Fonte da Foto: Site SP 24 Horas . Site: https://sp24hrs.com.br/2017/02/03/35-lugares-da-biografia-da-rita-lee-para-visitar-em-sao-paulo/

Segundo o site SP 24 Horas, essa foto estaria localizada hoje na Rua Professor Nóe de Azevedo, na altura do número 255.

Mapa extraído do site Google

Hoje a Avenida Domingos de Morais é uma importante rua da Vila Mariana, com os inúmeros comércios, prestadores de serviços, escolas e estações de metrô Ana Rosa, Vila Mariana e Santa Cruz.

Rua Domingos de Morais atualmente. Fonte da Foto: Blog Ademilar

Bem, espero que tenham gostado desse breve relato histórico.

Quem tiver mais informações, posta aqui…

Não percam o post de quinta-feira…Irei indicar um local no bairro, onde comi um brownie que amei!!!

Beijocas apertadas

Dani!!!

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