Descubra os mitos que envolvem a sexualidade das pessoas com deficiência!

deficiência

* Artigo elaborado pela Dra Michelli Bertoni

A sexualidade já é um assunto recheado de tabus, né? Agora, se juntar sexualidade e deficiência, “nossa”, muitos dirão, “dá para falar sobre isso?”

Para muitos a sexualidade do deficiente é um tabu. 

Anos e anos, pessoas com deficiências vem conquistando seu espaço, digo dessa forma, mas na verdade isso nem deveria ser assim. A pessoa com deficiência não precisaria lutar por algo que já é seu por natureza, pelo simples fato de existir. Mas, infelizmente é preciso lutar por este espaço, e neste espaço engloba vida social, afetiva, familiar e profissional, ou seja os quatros pilares essenciais do ser humano no mundo.

 
Para a pessoa com deficiência, penso que é preciso o dobro de energia para conseguir “passear” livremente por esses pilares. Contudo, mesmo com o dobro de energia, a PCD (pessoa com deficiência) é confrontada diariamente com situações e sentimentos alheios de uma sociedade que ainda carrega em seu histórico cultural, preconceitos, discriminação, já que no passado, a PCD ou era eliminada, ou isolada, ou negligenciada, ou algo ainda mais terrível.


Apesar de notadamente observar alguns avanços em relação a diminuição do preconceito e discriminação da pessoa com deficiência, principalmente quando falamos das relações sociais, familiares e até profissionais, a parte das relações afetivas, ou seja, espaço da sexualidade da pessoa com deficiência ainda é considerado por muitos PCD’s difícil de exercer de forma plena.

É preciso reflexões acerca deste assunto, pois engloba diversos fatores que tentarei resumir alguns deles aqui.

Considerando que a maior parte da sociedade olha para a deficiência como algo que está fora do padrão considerado “normal”, imagine que para muitas pessoas com deficiência, que as vezes por pouco recurso de enfrentamento emocional, se contagia com este olhar da sociedade, fazendo com que não sejam capazes de aceitar a si mesmo, reconhecer a sua sexualidade. Isso pode acarretar na imaturidade sexual, contribuindo para que tenha dificuldade para escolher seus parceiros (as), fazendo escolhas erradas, muitas vezes carregadas de ilusões. 

Aquela pessoa com deficiência que não se contagiou ou então superou o olhar da sociedade julgadora, aceitando sua deficiência, consegue obter bons relacionamentos afetivos. 

Muitos dirão, como? 
Quando nos relacionamos afetivamente, ali, no real, não é somente o corpo físico que é responsável pela união. É o conjunto de diversos elementos, como sintonia, afinidade, encanto, admiração que faz com que o amor surja e mantenha essa união.  Muitas pessoas com deficiência namoram ou são casadas, tem filhos e exercem de forma plena o pilar da vida afetiva. 

Para fechar, vale a reflexão: busque encontrar a aceitação de si mesmo, reconhecendo suas potencialidades, fechando os olhos para os julgamentos alheios. Dessa forma, sendo quem é, modificará aos poucos a nossa sociedade que ainda apresenta enraizados o preconceito e a discriminação.

Dra Michelli Bertoni

* Dra Michelli Bertoni, Psicóloga Clínica e PCD.

Contatos: 

  • Instagram:  @michellibertoni

Beijocas apertadas

Dani

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10 thoughts on “Descubra os mitos que envolvem a sexualidade das pessoas com deficiência!

  1. Excelente Michelli! Sou a tia do Étienne . Ele deve ter contado que tenho uma filha mais do que especial de 39 anos.
    Adoraria que vc me adicionasse via Étienne porque ainda não sei fazer. Hehehe b
    Beijos

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